Uma colisão frontal entre um caminhão e um ônibus na manhã desta sexta-feira, 2 de janeiro, gerou uma situação de grande comoção e mobilização na região Sul do estado do Rio Grande do Sul.
O acidente ocorreu no quilômetro 491 da BR-116, nas imediações da ponte do Arroio Corrientes, em Pelotas, e resultou na morte de seis pessoas no local, além de vários feridos.
A pista, que é simples naquele trecho, encontra-se totalmente bloqueada nos dois sentidos, com congestionamentos que chegam a pelo menos 3 km no sentido sul e 5 km no sentido norte.
Segundo informações da Ecovias Sul, concessionária responsável pelo trecho, o caminhão envolvido na colisão transportava areia, parte da qual acabou invadindo o ônibus, dificultando o acesso dos socorristas ao interior do veículo.
O ônibus havia partido de Pelotas às 10h30 com destino a São Lourenço do Sul e transportava 19 passageiros, além do motorista e do cobrador, embora esse número possa ser maior devido à possibilidade de embarques ao longo do trajeto.
Conforme relatos da Polícia Rodoviária Federal, havia um congestionamento no trecho no momento do acidente. O caminhão teria invadido a contramão na tentativa de evitar uma colisão com os veículos que estavam parados na fila e acabou colidindo frontalmente com o ônibus.
O motorista da carreta foi um dos resgatados com ferimentos leves, realizou o teste do bafômetro e o resultado não indicou ingestão de álcool. Outro passageiro foi retirado em estado grave e encaminhado para uma unidade hospitalar da cidade de Pelotas.
As operações de resgate continuam no local, com a participação de equipes da concessionária, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Prefeitura de São Lourenço do Sul, que acompanha o caso e presta apoio aos feridos e familiares das vítimas. Guinchos e unidades de inspeção também foram mobilizados para a liberação da via e remoção dos veículos.
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O episódio evidencia os desafios estruturais enfrentados por motoristas em trechos de pista simples e reforça a necessidade de reforço na sinalização, manutenção de distâncias seguras e investimentos em duplicações em pontos críticos.
A tragédia reforça o alerta sobre os riscos associados a desvios e congestionamentos em rodovias movimentadas, especialmente em períodos de alta circulação.

