A morte do médico Miguel Abdalla, de 76 anos, tio materno de Suzane von Richthofen, ganhou novos detalhes nesta sexta-feira (9) sobre como o corpo foi localizado na Vila Congonhas, zona sul de São Paulo.
De acordo com apuração do Metrópoles, o médico estava sem dar sinais de vida há dois dias, o que levou um vizinho a utilizar uma escada para subir no muro da residência e avistar o corpo de Abdalla.
A Polícia Militar foi acionada e confirmou que a morte ocorreu por causas naturais, uma vez que não foram encontrados sinais de violência ou arrombamento dentro da casa em que ele morava.
O caso, registrado no 27º Distrito Policial (Moema), encerra a trajetória de uma figura central no espólio da família Richthofen. Miguel Abdalla atuou como tutor de Andreas von Richthofen e foi o primeiro inventariante dos bens de Manfred e Marísia.
No entanto, sua gestão foi interrompida em 2005, quando Suzane solicitou judicialmente seu afastamento sob a acusação de sonegação de bens, permitindo que Andreas assumisse o controle da herança ao atingir a maioridade.
O histórico de tensão entre tio e sobrinha também incluiu episódios de segurança pessoal. Em 2006, Abdalla recorreu à Justiça para denunciar que Suzane estaria “rondando” a residência onde ele vivia com Andreas e a avó.
Essa situação motivou um pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público de São Paulo na ocasião. Enquanto o falecimento do médico marca o fim de um ciclo para a família.
Suzane continua a cumprir sua pena de 39 anos e seis meses em regime aberto, situação em que se encontra desde janeiro de 2023. Atualmente, ela vive no interior de São Paulo com os seus familiares, o seu marido e o filho pequeno.

