Nesta última segunda-feira, dia 17 de março, informações divulgadas por canais de comunicação apontaram que a jovem de 17 anos, Vitória Regina, que desapareceu em Cajamar e foi encontrada morta em uma região de mata, teve o seu celular desligado na madrugada do dia de seu desaparecimento e religado posteriormente em Campinas.
Essa informação consta no inquérito policial obtido pela TV Record. Por enquanto, as autoridades não conseguiram localizar o aparelho da adolescente, que continua desaparecido. A jovem sumiu no dia 27 de fevereiro, quando estava retornando de seu trabalho para casa de ônibus. Seu corpo foi achado em 5 de março, e apenas uma pessoa, foi presa, até o momento.
De acordo com o inquérito, uma testemunha contou que viu dois homens fumando em uma praça até 00h50 do dia do desaparecimento. A mesma testemunha avistou um veículo sedã, de cor clara, estacionado próximo ao ponto em que a vítima desceu. A jovem, contudo, teria passado do ponto original de parada, o que levantou suspeitas sobre o que aconteceu naquela noite.
As investigações indicam que Vitória pode ter sido vítima de um stalker. Uma perícia foi realizada no celular de Maicol Sales dos Santos e revelou que ele estava monitorando a rotina da jovem desde o ano passado. Na noite do crime, ele teria acompanhado os passos da adolescente, inclusive visualizado uma postagem feita por ela às 23h21, avisando que estava indo descansar.
Além disso, foram encontradas no celular dele, várias fotos da jovem, o que indica que ele pode ter uma obsessão por ela. Agora, as autoridades trabalham com a hipótese de que ele já estaria planejando o crime há algum tempo.
Outros indícios reforçam as suspeitas contra ele. Em seu celular, haviam fotos de facadas e de um revólver, que podem ter sido utilizados para coagir Vitória a entrar no carro sem chances de resistência. Testemunhas relataram que ouviram barulhos estranhos na casa de Maicol no dia do crime.
Dentro do carro dele, a perícia encontrou um fio de cabelo e uma mancha que pode ser de sangue e que agora serão submetidos a exames de DNA para confirmar se pertenciam a jovem. A polícia acredita que a casa de Maicol tenha sido utilizada como cativeiro.

