O laudo da necropsia emitido pela Perícia Oficial apontou que Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos de idade, faleceu em decorrência de asfixia mecânica.
A adolescente foi severamente espancada e morta no dia 7 de junho de 2026, logo após passar a primeira noite na residência de seu pai, Claudinei Silva, de 42 anos, localizada no bairro Serra Dourada, no município de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, Mato Grosso.
Com a conclusão técnica do laudo, a Polícia Civil indiciou o homem por feminicídio no contexto de violência doméstica e familiar, com as qualificadoras de emprego de asfixia e crime praticado contra menor de 14 anos.
Na ocasião do crime, o investigado alegou em depoimento policial que desferiu as agressões após descobrir supostas mensagens que a filha estaria trocando com um garoto.
Contudo, a mãe da vítima contestou veementemente a versão do ex-companheiro, assegurando que a adolescente não possuía aparelho celular nem tinha acesso a redes sociais.
O histórico familiar fornecido pela advogada da família, Dayanne Rodrigues, revelou que a mãe havia se separado de Claudinei motivada por episódios anteriores de violência doméstica, mas permitia visitas esporádicas porque a filha insistia em manter o vínculo afetivo com o pai, embora houvesse a restrição expressa de que ela nunca pernoitasse no local.
No dia do ocorrido, no entanto, a menina passou a noite na casa do pai pela primeira vez. Ao comparecer ao imóvel por volta das 18h para buscar a filha, a mãe precisou insistir no portão até que Claudinei saísse e afirmasse falsamente que a garota estava brincando na vizinhança.
Desconfiada da atitude, a mãe entrou na residência e localizou Olga caída no chão de um dos quartos, já desacordada e apresentando múltiplas lesões pelo corpo.
A estudante foi transportada às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Verdão, em Cuiabá, mas deu entrada na unidade de saúde sem sinais vitais. O caso segue sob os trâmites da Polícia Civil.

