A Polícia Civil de São Paulo confirmou, por meio de laudos periciais da Criminalística e exames necroscópicos, a dinâmica do grave acidente de trânsito que tirou a vida de uma família na Rodovia General Euclides de Oliveira Figueiredo (SP-563), em Tupi Paulista.
A colisão, ocorrida no dia 11 de janeiro de 2026, resultou na morte do empresário Thales Ushizima, de 45 anos, de sua esposa, a funcionária pública Vanessa Ushizima, de 47 anos, e do filho do casal, Augusto Azevedo Ushizima, de apenas 7 anos de idade. As vítimas eram moradoras de Dracena, município vizinho.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Matheus Videira, as análises técnicas do local e dos indícios materiais apontaram que o acidente foi desencadeado pelo desprendimento de um conjunto de duas rodas de um primeiro caminhão, que transportava blocos de construção no sentido Dracena – Monte Castelo.
Pelo menos uma das rodas soltas permaneceu na pista e foi atingida por um segundo caminhão, carregado com pisos de concreto, que estava trafegando logo atrás. O forte impacto da estrutura solta contra o segundo veículo fez com que este perdesse o controle e derivasse abruptamente para a faixa da esquerda.
Por fim, o veículo acabou invadindo a contramão e colidindo frontalmente com o carro de passeio da família, que viajava no sentido oposto. Com a violência da batida, o empresário e a criança faleceram no local, enquanto a mãe chegou a ser socorrida em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos no Pronto Atendimento de Tupi Paulista.
Os motoristas de ambos os caminhões já prestaram depoimento à polícia. O condutor do primeiro veículo alegou não saber o que motivou o desprendimento das peças e afirmou que não compreendeu o que estava acontecendo no momento.
O segundo caminhoneiro explicou que o acidente ocorreu à noite, o que limitou sua capacidade de reação ao se deparar com a roda na pista. O inquérito policial segue em andamento para determinar as causas mecânicas ou possíveis falhas de manutenção que levaram à soltura das rodas. Mais detalhes foram expostos.
A Polícia Civil aguarda relatórios complementares do Instituto Médico Legal (IML) e planeja realizar novas oitivas nos próximos dias, prevendo a conclusão total das investigações em até 60 dias. Até o momento, nenhum envolvido foi preso.

