A morte de uma figura pública costuma gerar comoção e abrir espaço para especulações, especialmente quando envolve familiares e circunstâncias ainda sob apuração. Em casos de grande repercussão, autoridades reforçam a importância de aguardar a conclusão dos laudos técnicos para evitar conclusões precipitadas.
Foi nesse contexto que a Polícia Civil de Goiás se manifestou nesta segunda-feira (23) sobre o episódio ocorrido em Itumbiara, no sul do estado. A corporação informou que não houve qualquer mudança na linha investigativa referente às mortes de Thales Machado, secretário de Governo do município, e de seus dois filhos, Miguel, de 12 anos, e Benício, de 8.
De acordo com o Grupo de Investigações de Homicídios (GIH), o inquérito segue o mesmo direcionamento adotado desde o início, afastando rumores de que novas evidências teriam alterado a principal hipótese. Até o momento, a apuração considera que Thales teria atirado contra as crianças e, em seguida, contra si.
O caso aconteceu no Condomínio Paraíso e mobilizou moradores após o secretário publicar, em rede social, mensagens indicando que pretendia tirar a vida dos filhos e a própria.
Vizinhos relataram que, ao entrarem no imóvel, encontraram o pai sem vida sobre a cama, com uma pistola Glock .380 posicionada sobre o corpo. As crianças foram socorridas e levadas a atendimento médico, mas não resistiram.
Durante a perícia, também foram identificados dois galões de gasolina vazios no apartamento, além de relatos de cheiro forte de combustível no ambiente. A Polícia Civil destacou que detalhes adicionais só serão divulgados após a finalização dos exames periciais, respeitando o sigilo do processo.
Postagens feitas por Thales pouco antes do ocorrido sugerem que ele enfrentava dificuldades no relacionamento com a esposa, Sarah Tinoco Araújo. Em mensagens publicadas na internet, ele mencionou estar emocionalmente esgotado e fez referências de despedida à família.

