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Chuvas na Zona da Mata (MG): sobre para 22 o número de mortos e 45 pessoas estão desaparecidas

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A região foi afetada por tempestades severas.

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Eventos climáticos extremos têm provocado impactos cada vez mais severos em diferentes regiões do Brasil, especialmente em cidades com relevo acidentado e crescimento urbano acelerado.

Em períodos de chuva intensa e prolongada, o volume acumulado em poucas horas pode superar a média histórica de todo um mês, pressionando sistemas de drenagem e ampliando riscos para moradores de áreas vulneráveis.

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Na Zona da Mata mineira, o mês de fevereiro já entrou para os registros como um dos mais desafiadores dos últimos anos. Em Juiz de Fora, o acumulado chegou a 584 milímetros, o dobro do esperado para o período, tornando este o fevereiro mais chuvoso da história do município.

Desde o início do temporal, na tarde de segunda-feira (23), 16 mortes foram confirmadas e cerca de 440 pessoas precisaram deixar suas casas. Diante do cenário, a prefeitura decretou estado de calamidade pública na madrugada desta terça-feira (24), suspendeu as aulas da rede municipal e estabeleceu luto oficial de três dias.

O Corpo de Bombeiros mantém buscas por ao menos 45 desaparecidos. No bairro Parque Burnier, um dos mais atingidos, 12 imóveis desabaram. Há 17 pessoas desaparecidas na área, incluindo crianças.

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Nove moradores foram resgatados com vida, enquanto quatro óbitos foram registrados no local. Já no bairro Cerâmica, duas casas ruíram e cinco integrantes de uma mesma família permanecem soterrados. Equipes dos bombeiros, da Defesa Civil, da Polícia Militar e da Empav seguem mobilizadas nas operações.

O transbordamento do Rio Paraibuna e de córregos comprometeu pontes e o mergulhão que liga bairros ao Centro, além de provocar quedas de árvores e bloqueios em diversas vias. Mais de 40 ocorrências emergenciais foram registradas apenas durante a madrugada.

Segundo o tenente Henrique Barcellos, mais de 20 militares e cães de busca foram acionados para reforçar os trabalhos. Em Ubá, o Ribeirão Ubá saiu do leito após 124 milímetros de chuva em seis horas, deixando seis mortos e áreas alagadas.

Matias Barbosa também decretou calamidade para agilizar recursos e ampliar o atendimento às famílias afetadas. O episódio reforça a necessidade de investimentos contínuos em prevenção e planejamento urbano diante de eventos climáticos cada vez mais intensos.

Sobre o Autor

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.