Notícias

Caso Henry: Ministério Público vai recorrer de decisão que concedeu perdão à Monique Medeiros

ANÚNCIOS

Monique não respondeu por homicídio doloso e foi beneficiada.

ANÚNCIOS

A decisão que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, encerrou o julgamento realizado no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, mas deu início a uma nova disputa nos tribunais.

O Ministério Público já anunciou que pretende recorrer da sentença, alegando que uma falha durante a fase de votação dos jurados pode ter influenciado o resultado. O benefício foi concedido após o Conselho de Sentença afastar a acusação de homicídio doloso e reconhecer a modalidade culposa do crime.

ANÚNCIOS

Com isso, a juíza Elizabeth Louro aplicou o perdão judicial, mecanismo previsto na legislação para situações em que as consequências do fato já são consideradas suficientemente severas para o próprio condenado.

A contestação do Ministério Público está relacionada a um dos quesitos apresentados aos jurados durante a deliberação. Segundo o promotor Fábio Vieira dos Santos, a formulação da pergunta teria provocado confusão ao tratar da omissão de Monique em relação às agressões sofridas por Henry.

Na avaliação da acusação, a resposta dos jurados indicaria que a omissão foi considerada dolosa, ou seja, vinculada a uma conduta intencional. Para o promotor, esse entendimento seria incompatível com a posterior desclassificação do caso para homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

A própria magistrada reconheceu que houve um problema na redação da pergunta. Em ata, Elizabeth Louro admitiu que o quesito não estava alinhado com a lógica das etapas anteriores da votação e decidiu refazer a consulta aos jurados com uma nova formulação.

Durante os julgamentos no Tribunal do Júri, os sete integrantes do Conselho de Sentença respondem a uma sequência de perguntas que determinam a responsabilidade do réu e a natureza do crime analisado. As respostas são dadas em votação reservada e servem de base para a sentença.

ANÚNCIOS

A situação gerou interpretações divergentes entre acusação e defesa. Enquanto o Ministério Público sustenta que a inconsistência pode justificar a anulação do julgamento, os advogados de Monique afirmam que a decisão refletiu a vontade dos jurados.

Sobre o Autor

Roberta R

Notícias diárias, cobrindo que acontece de mais interessante no Brasil e no mundo. Notícias curiosas, interessantes e cobertura dos famosos.