A investigação sobre a morte do menino Gustavo Feitosa, de 3 anos, ganhou um novo desdobramento na noite desta quarta-feira (5). Nesta quinta-feira (6), o delegado Eduardo Menezes divulgou um vídeo mostrando a operação que resultou na prisão do casal.
As imagens registram o momento em que os policiais entram no imóvel onde os dois estavam e acompanham toda a ação até o encaminhamento dos suspeitos às viaturas da corporação. Segundo o delegado, as prisões ocorreram por volta das 23h.
O pai da criança, o advogado e empresário Igor Gustavo Veloso de Sousa, e a madrasta, Kathellen Moreira, foram presos pela Polícia Civil do Tocantins, suspeitos de envolvimento no caso que chocou o estado.
O caso veio à tona na última segunda-feira (3), quando Gustavo foi encontrado morto na casa do pai, em Palmas. Conforme a certidão de óbito, a criança morreu em decorrência de choque hemorrágico e neurogênico, hemorragia interna, laceração intestinal na região do reto e violência sexual anal.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins, Igor Gustavo procurou a 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil durante a tarde para comunicar a morte do filho. Em depoimento, ele afirmou que encontrou o menino sem vida pela manhã, mas alegou que só conseguiu buscar ajuda horas depois por estar emocionalmente abalado.
Durante a perícia realizada na residência, os investigadores identificaram elementos que levaram a Polícia Civil a tratar a ocorrência como morte suspeita. A partir disso, foi instaurado um inquérito para esclarecer as circunstâncias do crime.
As investigações seguem sob responsabilidade da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas, que continua ouvindo testemunhas e familiares.
Em meio à repercussão do caso, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO) informou que suspendeu cautelarmente a inscrição profissional de Igor Gustavo Veloso de Sousa até a conclusão do procedimento disciplinar instaurado no Tribunal de Ética e Disciplina.

