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Caso Bolo de Natal: polícia detalha motivações e explica como nora de Zeli pode ter envenenado o doce

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As autoridades deram mais detalhes de como a nora de Zeli pode ter envenenado o doce.

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Na manhã desta segunda-feira (6) as autoridades do Rio Grande do Sul, em entrevista coletiva, confirmaram a prisão de uma mulher acusada de homicídio doloso pelas mortes de três membros de uma mesma família. O caso remete ao bolo envenenado.

As vítimas faleceram após consumirem um bolo durante uma confraternização de Natal, no final de dezembro de 2024. De acordo com as autoridades, as mortes foram causadas por envenenamento com arsênio presente na farinha utilizada na receita do bolo.

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O evento, ocorrido em 23 de dezembro, resultou na hospitalização de seis pessoas, das quais três não resistiram: Neuza Denize Silva dos Anjos, de 65 anos; Maida Berenice Flores da Silva, de 59 anos; e Tatiana Denize Silva dos Anjos, de 47 anos.

Neuza e Maida eram irmãs de Zeli Terezinha Silva dos Anjos, de 61 anos, que preparou o bolo e segue internada em estado delicado. Outra pessoa ainda está hospitalizada, enquanto uma das vítimas recebeu alta. No total, sete pessoas participaram da reunião familiar, mas apenas uma não consumiu o bolo.

Segundo Marcos Vinicius Muniz Veloso, delegado responsável pela investigação, o caso foi inicialmente tratado como intoxicação alimentar. No entanto, evidências coletadas ao longo das apurações indicaram que o crime foi planejado.

A suspeita, identificada como a nora de Zeli, teria contaminado a farinha usada no bolo devido a desavenças familiares. O delegado classificou as provas reunidas como contundentes. O inquérito policial deve ser concluído em até 30 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 30 dias.

Os os exames identificaram níveis extremamente altos de arsênio no sangue, urina e conteúdo estomacal das vítimas. Na pessoa com menor exposição, os níveis eram 80 vezes maiores do que o limite seguro; já na vítima com maior concentração, esse índice chegou a 350 vezes acima do aceitável.

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Essas concentrações são incompatíveis com uma contaminação acidental ou natural, descartando a possibilidade de degradação de ingredientes. Além disso, análises realizadas em materiais recolhidos na residência da suspeita, detectaram concentrações críticas de arsênio em uma farinha.

“As perícias confirmaram que o envenenamento por arsênio foi a causa das mortes, que o bolo foi o meio de ingestão e que a farinha usada na receita era a fonte do veneno”, foi declarado, assim sendo exposto que ela envenenou o doce através da farinha contaminada.

Sobre o Autor

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.