O assassinato de uma influenciadora digital no Maranhão gerou grande comoção e teve uma reviravolta inesperada em menos de 24 horas. Adriana Oliveira, de 27 anos, conhecida por seu trabalho na publicidade e ativa nas redes sociais com cerca de 30 mil seguidores, foi morta a tiros dentro de sua própria casa no sábado (15).
O velório da jovem levou centenas de pessoas as ruas da cidade para dar o último adeus a influencer digital e cobrar Justiça. Familiares, amigos e seguidores estão desolados.
https://www.instagram.com/p/DHT4UQ4xeUB/
O crime aconteceu na cidade de Santa Luzia e, inicialmente, a principal hipótese era a de um ataque externo. Testemunhas relataram que um homem chegou ao local em uma motocicleta, entrou no imóvel e disparou várias vezes contra a jovem.
O marido de Adriana estava na residência no momento do crime, mas não foi ferido. A brutalidade do assassinato fez com que a morte da influenciadora ganhasse repercussão em todo o estado, levando até mesmo o governador, Carlos Brandão, a lamentar o ocorrido publicamente.
No entanto, as investigações da polícia rapidamente mudaram o rumo do caso, resultando na prisão do próprio marido da vítima e do sogro dela já no domingo. A suspeita é de que os dois tenham planejado o crime, o que transformou completamente a narrativa inicial.
As autoridades decidiram prender pai e filho logo após os depoimentos prestados por ambos. As suspeitas contra os dois surgiram quando veio à tona um áudio enviado por Adriana a sua irmã dias antes do assassinato.
Na mensagem, a influenciadora demonstrava medo, afirmando que estava sendo observada pelo sogro e temia que algo pudesse acontecer. Em um trecho impactante, ela pede à irmã que guarde o áudio, alertando que, se algo lhe acontecesse, já se saberia quem poderia estar por trás.
No relato, Adriana menciona que chegou a passar dias trancada dentro de casa, especialmente quando o marido não estava presente, temendo que o pai dele pudesse agir contra ela.
A gravação foi considerada uma peça-chave na investigação, reforçando a tese de que o crime pode ter sido premeditado e articulado por pessoas próximas à vítima. O caso segue sob investigação, e as autoridades buscam reunir mais provas para entender as reais motivações do assassinato.
A morte da influenciadora levanta questionamentos sobre violência doméstica e feminicídio, além de reforçar a importância de se levar a sério sinais de ameaças e intimidação. A comunidade local e os seguidores de Adriana aguardam desdobramentos e esperam que a justiça seja feita.

