Uma situação inusitada mobilizou os bombeiros de Gaspar na última segunda, dia 1 de julho, quando um casal passou mal após ingerir uma raiz que acreditavam ser inhame. A confusão com a planta causou uma série de reações adversas, evidenciando a importância da identificação correta de alimentos colhidos na natureza.
No início da tarde, uma ligação para os bombeiros relatou que um homem de 52 anos e uma mulher de 45 anos, após colherem a raiz na rua prepararam uma refeição com ela. Após comerem começaram sintomas como dormência na boca, dificuldades respiratórias e também secreções nas vias aéreas.
Os Bombeiros ao chegarem no local encontraram o casal consciente, mas em um estado já preocupante. Os dois foram encaminhados ao hospital local para uma avaliação médica, mas até o momento, o estado de saúde deles não foi atualizado.
O biólogo William Gebien explicou que, pelo relato dos sintomas, é possível que o casal tenha consumido uma espécie da família Araceae, grupo ao qual pertencem tanto o inhame quanto o taiá.
Algumas variedades dessas plantas não domesticadas contêm toxinas, como os cristais de oxalato de cálcio, que podem causar reações alérgicas graves ao perfurar as mucosas.
Gebien destacou que os sintomas variam conforme a espécie e a toxina presente na planta ingerida. Ele alertou também sobre a existência da “mandioca brava”, que se assemelha ao aipim, mas é extremamente tóxica, apresentando um sabor amargo característico que serve como sinal de alerta.
Diante desses riscos, a orientação é clara: em caso de suspeita de intoxicação por plantas, procure atendimento médico imediato e evite tentar remédios caseiros, como água ou leite. Levar uma amostra da planta ingerida pode ser crucial para identificar a toxina envolvida e orientar o tratamento adequado.

