Na última sexta-feira (14/07), o ministro do STF, Alexandre de Moraes, sofreu intimidação por parte de brasileiros em um aeroporto da Itália. O ministro estava acompanhado da esposa e do filho, que chegou a ser agredido fisicamente, segundo as notícias.
O caso aconteceu no Aeroporto Internacional de Roma, onde os envolvidos se preparavam para embarcar em retorno ao Brasil. Três pessoas foram apontadas como responsáveis pela agressão.
Após a repercussão do caso, foi determinada a abertura de inquérito pela polícia federal. Neste domingo, dois dos envolvidos foram ouvidos em depoimento e deram suas versões dos fatos.
Andréa e Roberto Mantovani, que são um casal, negaram ter disparado ofensas contra o ministro. Os dois afirmaram, por meio do advogado, que houve “equívoco interpretativo em torno dos fatos”.
A mulher afirma que as ofensas teriam sido proferidas por outras pessoas e que, a confusão, teria levado a um desentendimento entre ela e dois acompanhantes do ministro, a saber: sua esposa e o filho.
Andrea ainda alega que seu marido teria agido para “acalmar os ânimos” do filho do ministro, o advogado Alexandre de Moraes, de 27 anos. Ainda segundo Andrea, o rapaz teria disparado ofensas contra ela.
“Dessa forma, reiteram que em nenhum momento ocorreram ofensas, muito menos ameaças ao ministro Alexandre, que casualmente passou por eles nesse infeliz episódio”, diz nota do casal.
O Supremo Tribunal Federal informou que não se manifestará sobre o caso, mesma postura adotada pelo ministro. A situação segue sendo investigada pela Polícia Federal.

