Um caso de extrema delicadeza está sendo investigado pela Polícia Civil de Cuiabá, após uma mulher dar entrada no Hospital Geral da capital na noite de domingo (2) carregando, dentro de uma mochila, o corpo de um bebê sem vida.
A paciente chegou acompanhada do marido e relatou aos profissionais de saúde que não sabia estar grávida, afirmando ter sofrido um aborto espontâneo ou um parto prematuro em casa, horas antes de procurar atendimento médico.
Segundo informações do hospital, a mulher contou que o parto teria ocorrido por volta das 17h, mas que o casal só decidiu buscar ajuda médica cerca de quatro horas depois, chegando à unidade por volta das 21h.
Durante a triagem, ao ser questionada sobre o recém-nascido, ela retirou da mochila uma sacola plástica onde o bebê estava envolto em um pano. A Polícia Militar foi acionada por volta de 00h30, após a confirmação da morte e o registro das circunstâncias incomuns da ocorrência.
A equipe médica constatou que o corpo apresentava fraturas nos braços e nas pernas, além de desprendimento da cabeça, indício de um parto extremamente complicado, possivelmente do tipo pélvico — quando o bebê nasce primeiro pelas nádegas ou pelos pés.
Em seguida, a Polícia Civil assumiu a investigação para esclarecer os fatos e determinar se houve negligência, aborto provocado ou algum tipo de crime relacionado à omissão de socorro.
O hospital notificou o caso oficialmente às autoridades e preservou todos os materiais e informações médicas necessários para a perícia. O corpo do bebê foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames que deverão confirmar a causa da morte e se o nascimento ocorreu com sinais de vida.
A investigação agora busca compreender o que realmente aconteceu nas horas que antecederam a chegada da mulher ao hospital, incluindo as circunstâncias do parto, a ausência de socorro imediato e a real condição de saúde da mãe no momento do ocorrido.

