Após visitarem o pai na prisão, os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro subiram o tom das críticas, nesta terça-feira, dia 25 de novembro. O senador Flávio Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro classificaram a detenção preventiva como “tortura” e responsabilizaram veladamente o ministro Alexandre de Moraes pela integridade física do pai.
As fontes são de declarações dadas à imprensa e nas redes sociais após o encontro na Superintendência da Polícia Federal. Carlos Bolsonaro foi enfático ao chamar a prisão de “perseguição política” e usou o episódio da tornozeleira para defender o pai:
“Se ele quisesse realmente fugir, ele iria na correia, não iria na caixa”, argumentou, sugerindo que o ato foi fruto de confusão mental, e não de dolo. A defesa do ex-presidente alega que Bolsonaro passou por uma crise mental.
Com a notícia da visita, o senador Flávio Bolsonaro reforçou a narrativa de risco à vida. Sem citar nomes, ele afirmou que a responsabilidade recairá sobre “apenas uma pessoa” caso algo aconteça a Bolsonaro.
De acordo com o senador, a saúde do pai “nunca mais foi a mesma” desde o atentado de 2018. Diante disso, ele exigiu um “tratamento digno” para o ex-mandatário.
Diante da situação, as regras estritas para as visitas foram divulgadas. Os encontros são limitados a 30 minutos, permitidos apenas às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h, e restritos a dois familiares por dia, que devem entrar individualmente, por ordem alfabética.
Desde sábado (22), Jair Bolsonaro está preso preventivamente por ordem do STF. A família insiste na tese de inocência e de que o ex-presidente não estava em suas faculdades mentais plenas no momento em que danificou a tornozeleira eletrônica.
No momento, a estratégia política dos filhos é manter a militância mobilizada, denunciando as condições da prisão e alertando para a fragilidade da saúde do pai, enquanto a defesa técnica busca recursos nos tribunais superiores.

