As investigações sobre o desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, avançaram após a divulgação de imagens de câmeras de segurança pela Polícia Civil do Paraná nesta segunda-feira (11).
Os registros mostram os últimos momentos em que as jovens foram vistas em público, durante uma festa em uma boate de Paranavaí, no noroeste do estado. O caso tem mobilizado familiares, amigos e autoridades desde o fim de abril.
Nas gravações analisadas pelos investigadores, as primas aparecem acompanhadas de Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, apontado como principal suspeito do desaparecimento. Segundo a polícia, ele está foragido desde o dia 29 de abril.
As imagens registradas na madrugada de 21 de abril mostram o trio entrando na casa noturna por volta da 1h10. Em determinado momento, as jovens aparecem caminhando juntas de mãos dadas dentro do estabelecimento.
De acordo com a investigação, Letycia e Sttela saíram de Cianorte na noite de 20 de abril em uma caminhonete preta conduzida por Clayton. O veículo foi identificado por câmeras de monitoramento em diferentes cidades da região, permitindo que os investigadores montassem uma linha do tempo detalhada dos deslocamentos feitos naquela noite.
As apurações apontam que o grupo passou por Jussara pouco antes das 23h, momento em que Sttela teria ido até a casa da mãe para buscar uma mochila. Ainda naquela noite, a jovem publicou uma foto nas redes sociais dentro da caminhonete segurando uma garrafa de bebida, demonstrando descontração sem imaginar o que aconteceria depois.
Horas mais tarde, ela fez uma última postagem em um trecho entre Presidente Castelo Branco e Nova Esperança. Segundo a polícia, o último acesso de Sttela ao WhatsApp ocorreu às 3h17 da madrugada do dia 21 de abril.
Já os registros do suspeito indicam que ele teria acessado a internet pela última vez em 23 de abril. No dia seguinte, câmeras identificaram movimentações dele na cidade de Maringá.
Familiares estranharam rapidamente o desaparecimento das jovens, principalmente porque, segundo a mãe de Sttela, ela costumava manter contato frequente e publicar registros quando saía de casa. A Polícia Civil segue investigando o caso e realiza buscas para localizar o suspeito e esclarecer o paradeiro das primas desaparecidas.

