Perder alguém de forma violenta é uma dor que ultrapassa qualquer compreensão. Famílias que passam por esse tipo de perda enfrentam um vazio difícil de preencher, marcado por lembranças e perguntas sem resposta.
Foi esse sentimento que tomou conta de amigos, familiares e torcedores após o assassinato do jogador Mario Pineida, ex-lateral do Fluminense e ídolo do Barcelona de Guayaquil, no Equador.
O atleta, de 33 anos, foi morto a tiros na noite de terça, dia 17 de dezembro, em um episódio que gerou grande comoção no país. Imagens registradas por câmeras de segurança mostram o momento em que Pineida chega de carro a uma casa, acompanhado da esposa e da mãe.
Segundos depois, dois homens armados se aproximam e disparam várias vezes. As mulheres, desesperadas, tentam fugir enquanto os criminosos fogem em seguida. De acordo com as autoridades locais, o crime ocorreu em Guayaquil, cidade que tem enfrentado uma escalada de violência nas últimas semanas.
A Polícia Nacional do Equador informou que já identificou suspeitos e investiga a hipótese de o ataque ter relação com grupos criminosos que atuam na região. Mario Pineida era muito querido pelos torcedores equatorianos. Com passagem de destaque pelo Fluminense em 2022 e pela seleção do Equador, ele construiu uma carreira marcada por talento e dedicação.
O Barcelona de Guayaquil, clube onde atuou por mais de uma década, divulgou nota lamentando profundamente a morte do atleta e prestando solidariedade à família. Nas redes sociais, ex-companheiros de time e fãs deixaram mensagens emocionadas.
“Um guerreiro que nunca desistia”, escreveu um ex-colega. O corpo do jogador foi velado nesta quinta, dia 18 de dezembro, em meio a homenagens que destacaram não apenas o atleta, mas o homem simples e generoso que encantou todos à sua volta.
O caso reforça o cenário de insegurança crescente que preocupa autoridades equatorianas e reacende o debate sobre a violência que vem atingindo até figuras públicas no país.

