A brutalidade e a frieza envolvidas no assassinato de Magna Laurinda Ferreira Pimentel, de 42 anos, chocaram a comunidade da cidade de Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais.
A Polícia Civil divulgou na quarta-feira (28) que Magna foi morta após descobrir que seu pai, Walter Olegário Pimentel, de 74 anos, havia sido vítima de um golpe financeiro, orquestrado por sua madrasta, Marluce de Jesus, e pelos filhos dela. O corpo de Magna foi encontrado em uma cisterna no quintal da casa onde vivia seu pai, que fica na Região de Venda Nova, na capital mineira.
As investigações revelaram que Marluce, de 54 anos, e sua filha, Paloma Pereira de Jesus, de 25 anos, exploravam a condição debilitada de Walter, que sofre de demência, para se apropriar indevidamente de seu dinheiro.
Elas realizaram um empréstimo de R$ 40 mil em nome do idoso em março deste ano e, em questão de meses, levaram a conta de Walter a um saldo negativo de R$ 50 mil. Parte desse dinheiro foi usado para pagar dívidas de apostas ilegais em um jogo conhecido como “jogo do tigrinho”.
Além disso, elas também conseguiram que Walter assinasse um termo doando a casa onde morava para Marluce. No domingo que antecedeu a descoberta do corpo, a frieza dos envolvidos atingiu seu ápice.
Mesmo com Magna já morta e seu corpo ocultado na cisterna, Marluce e seus filhos organizaram um churrasco na parte da frente da casa, como se nada tivesse acontecido. Vídeos do evento, divulgados pela família da vítima, mostram música alta e grande movimentação de pessoas, demonstrando o total desprezo pela vida tirada.
O crime foi cuidadosamente planejado por Marluce, que contou com o auxílio de seus filhos para atrair Magna à casa do pai, sob o pretexto de que ele estava doente e necessitava de ajuda.
Para assistir ao vídeo CLIQUE AQUI!
Ao chegar à residência, Magna foi levada para os fundos, onde Gilmar Pereira Calmos, filho de Marluce, a matou com facadas no pescoço. Em seguida, o corpo foi jogado na cisterna e o local foi cimentado para ocultar o crime.
Todos os envolvidos foram presos em flagrante na terça-feira (27). Marluce de Jesus, Paloma Pereira de Jesus, Paola Pereira de Jesus e Gilmar Pereira Calmos foram indiciados por homicídio qualificado, enquanto Juno Pereira de Jesus, outro filho de Marluce, foi vinculado ao crime de ocultação e destruição de cadáver.
O caso expõe a crueldade com que uma família pode ser dilacerada por ganância e traição. A morte de Magna Laurinda Ferreira Pimentel é um lembrete sombrio dos perigos que cercam a exploração de pessoas vulneráveis e das consequências devastadoras que podem resultar de tais atos.
A investigação e o julgamento dos responsáveis são passos cruciais para que a justiça seja feita e para que a memória de Magna seja respeitada.

