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Buscas por mulher de Goiânia que estava desaparecida há 3 anos chegam ao fim

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A família ficou devastada, ela deixou uma filha de 12 anos.

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Desaparecimentos de cidadãos no exterior costumam mobilizar redes internacionais de cooperação policial e diplomática. Quando não há contato com familiares por longos períodos, autoridades de diferentes países passam a compartilhar informações para tentar localizar a pessoa ou esclarecer o que ocorreu.

Esses processos podem se estender por meses ou até anos, principalmente quando há deslocamentos entre vários territórios. Foi nesse contexto que o caso da brasileira Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, ganhou novos desdobramentos.

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Natural de Goiânia, ela estava desaparecida desde dezembro de 2023 e chegou a ser incluída na Difusão Amarela da Interpol, mecanismo utilizado para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas em âmbito internacional.

O corpo da brasileira foi encontrado em uma área de floresta na província de Quebec, no Canadá, próximo à cidade de Coaticook, região próxima à fronteira com os estados norte-americanos de Vermont e New Hampshire.

De acordo com informações divulgadas pela polícia provincial de Quebec, o corpo foi localizado por caçadores na região. A identificação foi confirmada oficialmente no fim de fevereiro.

Segundo o porta-voz da corporação, Louis-Philippe Ruel, não foram observados sinais aparentes de violência no local. A principal hipótese investigada pelas autoridades é que a morte tenha ocorrido em razão de hipotermia, após exposição prolongada às baixas temperaturas típicas da região.

Familiares informaram que o corpo havia sido localizado ainda em abril de 2024, mas a confirmação da identidade só foi comunicada recentemente. Letícia era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás e possuía mestrado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica.

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Ela deixa uma filha de 12 anos que permanece em Goiânia sob os cuidados da avó. A família agora busca arrecadar recursos para realizar o traslado do corpo ao Brasil enquanto aguarda a conclusão dos trâmites diplomáticos.

O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha o caso por meio do Consulado-Geral do Brasil em Montreal e presta assistência consular aos familiares. As investigações começaram após a mãe da brasileira registrar o desaparecimento junto ao Grupo de Investigação de Desaparecidos de Goiânia.

Informações reunidas ao longo das apurações indicam que Letícia realizava viagens missionárias pela América do Sul e posteriormente seguiu para os Estados Unidos. Durante as buscas, surgiram registros migratórios com variações no nome utilizado por ela, o que dificultou o rastreamento.

Autoridades continuam analisando os dados reunidos para esclarecer completamente as circunstâncias da morte e reconstruir os últimos deslocamentos da brasileira antes de ela ser encontrada no Canadá.

Sobre o Autor

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.