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Bruno Krupp: vítima faz relato sobre agressão sofrida com envolvimento do modelo

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Justiça mandou soltar modelo por não apresentar risco à sociedade.

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Na última sexta-feira (06/06), Bruno Krupp voltou a ter o nome estampando as páginas policiais dos principais jornais do Brasil. O réu por homicídio com dolo eventual, em caso de 2022, agora deve responder por envolvimento em um espancamento.

Na sexta, a polícia do Rio de Janeiro cumpriu um mandado de prisão preventiva contra seis homens acusados de espancar um estudante. O crime aconteceu na na Lagoa Rodrigo de Freitas, no último dia 22 de maio.

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Dentre os seis suspeitos acusados, está o modelo Bruno Krupp. Segundo investigações da polícia, Krupp não teria participado ativamente das agressões físicas, mas teria participado do crime ao incentivar e instigar os colegas a continuarem com as agressões.

Segundo denúncia do Ministério Público do RJ, Krupp teria feito gritos de incentivo aos colegas, dizendo: “Mata ele. É os capetas. Mata o gorducho. Tem que matar. Tem que matar. É os capeta. Mata esse filho da p*”.

Em entrevista ao Balanço Geral, o estudante Pedro Jordão deu detalhes do crime. Ele conta que o atrito começou ainda na entrada de uma boate, no Rio de Janeiro. Ao chegar no local, se deparou com Bruno e seus amigos, quando pediu para passar por eles.

Um dos amigos de Krupp teria respondido afirmando que Pedro não tinha dinheiro para passar ao seu lado, ao que o estudante respondeu com uma provocação, questionando se o rapaz tinha mesmo dinheiro ou se estava se referindo ao dinheiro do pai.

Na entrevista, Pedro conta que houve um climão, mas que acreditava que a situação tinha se encerrado ali, com o bate-boca. Ele conta que Bruno e os amigos se envolveram em outra confusão no local e acabaram sendo expulsos pela segurança.

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Algum tempo depois, quando saiu da boate, Pedro conta que se deparou com o grupo e começou a ser encarado. Segundo Pedro, as agressões tiveram início após uma mulher, namorada de um dos agressores, começar a gritar ordens para que o grupo começasse a agressão.

“Todos vieram como uns bichos na minha direção, e eu demorei a entender o que estava acontecendo. Mesmo sendo vítima, a gente começa a se questionar: ‘Poxa, será que não poderia ter feito outra coisa? Fugido?’”, desabafou.

Pedro foi agredido pelo grupo, sem ter qualquer chance de se defender. Segundo vídeos que circulam nas redes sociais, e a própria denúncia do MPRJ, as agressões continuaram mesmo depois da vítima cair no chão desacordada.

O estudante conta que vai precisar de exames periódicos ao longo de um ano, pelo menos, para monitorar o risco de AVC, uma das potenciais sequelas das agressões que atingiram repetidas vezes a cabeça da vítima.

Sobre o Autor

Roberta R

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