A brasileira vítima de xenofobia nos Estados Unidos, que vinha tendo a identidade preservada, mostrou o rosto pela primeira vez. Raíssa Garcia, 36 anos, já tinha dado entrevista a uma rádio local, mas sem mostrar o rosto.
Agora, a brasileira decidiu falar e expor sua identidade para abordar o tema. O caso aconteceu em Framingham, Massachusetts, nos Estados Unidos (EUA), e Raíssa desabafou sobre as sequelas.
Segundo informações do O Globo, Raíssa mora nos EUA desde 2018, quando se mudou com os filhos. As crianças estavam presentes e assistiram a cena da mãe sendo agredida.
Em relato, Raíssa contou que tem evitado sair de casa, que não conseguiu retomar o trabalho e até mesmo escuta a voz da agressora em sua cabeça. Os filhos, segundo ela, também estão traumatizados.
“Estou sem condições de trabalhar e meus filhos com medo de ir à escola. A voz daquela mulher ecoa na minha mente o tempo todo falando aquilo que ela repetia para mim. Minha vida não está normal“, declarou ao jornal, revelando que não tem dormido direito.
Raíssa ainda refletiu sobre as cicatrizes do ataque e admitiu que vai levar tempo para se recuperar, já que a violência foi inteiramente gratuita. A brasileira reforçou que a violência foi um caso de xenofobia.
Em declaração à rádio americana, Raíssa havia contado que evitou reagir por saber que perderia direito de defesa. A brasileira ainda contou que teve um braço deslocado e um dente quebrado.

