Durante compromissos políticos no Rio Grande do Norte, o ex-presidente Jair Bolsonaro precisou ser hospitalizado após sentir fortes dores na região abdominal.
A situação ocorreu enquanto ele cumpria uma agenda de visitas no interior do estado, mais especificamente na cidade de Tangará, a cerca de 100 quilômetros da capital, Natal.
Em decorrência do mal-estar, foi encaminhado ao Hospital Municipal Aluízio Bezerra, em Santa Cruz, onde recebeu os primeiros cuidados médicos e foi estabilizado.
A equipe médica identificou uma complicação no intestino delgado como origem dos sintomas. O quadro clínico foi relacionado a intervenções cirúrgicas anteriores, realizadas após o atentado sofrido por Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018.
Embora o episódio tenha causado preocupação, não foram detectados sinais de febre e, até o momento, os profissionais descartaram a necessidade de nova cirurgia.
Após a estabilização, o ex-presidente foi transferido por via aérea até Natal. A operação envolveu o transporte terrestre até o estádio municipal de Santa Cruz, de onde partiu de helicóptero da Secretaria de Segurança Pública do estado.
O pouso ocorreu no Hospital Walfredo Gurgel, único com heliporto disponível na região, e de lá ele seguiu em ambulância até o Hospital Rio Grande, chegando por volta das 11h da manhã.
Bolsonaro estava participando de um evento organizado por seu partido, o PL, com uma série de compromissos programados para percorrer o estado de Leste a Oeste. As visitas incluíam inspeções a obras que receberam recursos durante seu governo, mas toda a programação foi cancelada após o incidente.
Ele usou as redes sociais para comunicar seu estado de saúde, disse que os médicos identificaram uma complicação e aproveitou para expressar gratidão pelo apoio recebido, além de destacar a importância da fé e do suporte de seus aliados neste momento.
A ocorrência chama atenção para as consequências duradouras de eventos traumáticos na saúde de figuras públicas, ressaltando também a complexidade logística e médica envolvida no atendimento emergencial a líderes políticos.

