Uma tragédia que teve como cenário a cidade de Ibirité, que está localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, com o feminicídio da biomédica e esteticista Miquéias Nunes de Oliveira, de 33 anos.
O crime ocorreu na tarde desta última segunda-feira , dentro de uma clínica de estética, onde a vítima trabalhava. O autor do assassinato foi identificado como Renê Teixeira, de 43 anos, ex-companheiro de Miquéias, que a atacou com golpes de canivete enquanto ela atendia uma paciente.
De acordo com a Polícia Militar, o casal estava em processo de separação. Renê foi até o local de trabalho da ex-companheira e, em um ato brutal, a esfaqueou.
Após cometer o crime, tentou tirar a própria vida utilizando a mesma arma. Colegas da vítima acionaram as autoridades assim que perceberam o ataque. Ao chegarem à clínica, os policiais encontraram Miquéias sem vida e Renê caído ao lado do corpo, coberto de sangue.
O agressor ainda estava consciente e confessou o crime aos militares. Ele foi levado sob escolta policial para uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento médico antes de ser encaminhado às autoridades.
Durante buscas na residência de Renê, a polícia encontrou armas de fogo e munições, o que levanta novos questionamentos sobre seu histórico e possíveis antecedentes violentos.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que busca entender as motivações do crime e eventuais sinais prévios de violência ou ameaças. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Betim e liberado para a família na manhã desta terça-feira (11).
O velório acontece em Ibirité, e o sepultamento será realizado em Manhuaçu, cidade natal de Miquéias, localizada na Zona da Mata mineira. O feminicídio de Miquéias reforça a triste estatística da violência contra a mulher no Brasil.
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Casos como o dela evidenciam a necessidade de medidas mais eficazes para a proteção de vítimas em situação de risco, especialmente em contextos de separação, um dos momentos mais perigosos para mulheres que sofrem violência doméstica.
Autoridades e organizações reforçam a importância da denúncia e do suporte às vítimas, para evitar que tragédias como essa se repitam. O caso segue sob investigação.

