A Colômbia vive uma tarde de extrema angústia nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, após a queda de um avião Hércules C-130 da Força Aeroespacial colombiana.
A aeronave, que transportava um total de 125 pessoas, sendo 114 militares e 11 membros da tripulação, caiu poucos quilômetros após decolar de Puerto Leguízamo, uma região estratégica no sul do país.
O ministro da Defesa, Pedro Arnulfo, descreveu o evento como um episódio de profunda dor para a nação, ressaltando que equipes de resgate foram mobilizadas imediatamente para o local do impacto.
Embora o cenário seja devastador, as operações de socorro foram agilizadas pela proximidade de uma base militar na região da decolagem. No entanto, os números sobre sobreviventes ainda apresentam divergências entre as fontes oficiais e as agências.
Enquanto o comandante da Força Aeroespacial, general Fernando Silva, confirmou o resgate de pelo menos 48 feridos, fontes da agência Reuters indicam que cerca de 57 pessoas teriam sido retiradas com vida dos destroços.
Até o momento, as autoridades colombianas não divulgaram um balanço oficial de mortes, mantendo o foco na localização de possíveis sobreviventes na densa vegetação local.
As investigações preliminares apontam que o Hércules enfrentou dificuldades técnicas críticas logo após deixar a pista, falhando em ganhar a altitude necessária para sustentar o voo.
Vídeos registrados por moradores de Puerto Leguízamo mostram o avião voando em uma altitude perigosamente baixa momentos antes da queda, o que corrobora a tese de falha mecânica ou perda de potência durante a decolagem.
Uma comissão técnica foi instaurada para analisar se as condições climáticas ou erros de manobra também influenciaram o acidente, mas o governo enfatiza que ainda é cedo para determinar as causas com precisão.
O presidente Gustavo Petro manifestou-se de forma contundente, classificando o acidente como horrível e expressando o desejo de que o número de vítimas fatais seja o menor possível.
Petro utilizou o episódio para pautar uma discussão sobre a necessidade urgente de modernização das Forças Armadas da Colômbia, criticando o declínio no financiamento que, segundo ele, compromete a manutenção de aeronaves fundamentais.

