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Autor da série ‘Tremembé’ expõe motivo que levou Suzane a matar os pais: ‘Pássaro’

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O crime que abalou o Brasil ainda chama a atenção após 2 décadas.

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A série Tremembé, que estreou recentemente e vem ganhando repercussão nas plataformas digitais, reacendeu o debate sobre um dos casos criminais mais emblemáticos da história recente do Brasil: o assassinato dos pais de Suzane von Richthofen, em 2002.

Ulisses Campbell, autor da produção e do livro Suzane: Assassina e Manipuladora, comentou sobre os bastidores do crime e as motivações que teriam levado à execução do plano, em entrevista concedida nesta terça-feira (4) ao Jornal dos Famosos, da LeoDias TV.

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Campbell, que atua como pesquisador especializado em casos de true crime, afirmou que o desejo por dinheiro foi, sim, um elemento central na decisão de Suzane. Segundo ele, a própria condenada chegou a admitir, durante entrevista ao apresentador Gugu Liberato, que a motivação financeira esteve presente desde o início.

No entanto, o autor esclareceu que a questão econômica não foi o único fator por trás da ação violenta. Durante a conversa, Campbell também abordou os laudos psicológicos produzidos à época do julgamento. Segundo ele, as respostas de Suzane aos profissionais responsáveis pelos exames revelam uma percepção particular do crime.

Ao tentar justificar sua decisão, ela teria comparado sua relação com Daniel Cravinhos a uma metáfora de liberdade. De acordo com Ulisses, Suzane chega a explicar o crime de uma maneira poética.

Nas palavras atribuídas a Suzane, ela se via como um “pássaro preso na gaiola”, enquanto Daniel representava a liberdade que ela desejava alcançar. Para viver esse ideal, ela acreditava que precisava eliminar os próprios pais.

“Eu era um pássaro preso na gaiola, e o Daniel [Cravinhos] era um pássaro livre. Nós nos conhecemos e, para eu viver na liberdade, tive que matar os meus pais”, revelou Suzane para Campbell.

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A fala reflete não apenas uma justificativa simbólica para o assassinato, mas também aponta a complexidade dos fatores emocionais e psicológicos envolvidos.

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O caso continua a despertar interesse público mais de duas décadas depois, sendo revisitado em livros, documentários e produções audiovisuais que buscam compreender as nuances por trás do crime que chocou o país.

Sobre o Autor

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.