O mundo se despede de um dos maiores mitos da história do cinema e da beleza. Brigitte Bardot, a eterna “deusa sexy” francesa, faleceu aos 91 anos, conforme anunciado pela sua própria fundação neste domingo (28/12).
O falecimento marca o fim de uma era, não apenas para o cinema, mas para o ativismo ambiental global. Além de uma carreira brilhante no cinema, a artista também se dedicava a causa animal.
Aposentada das telas há mais de cinco décadas, Bardot escolheu viver as últimas décadas em relativo isolamento, dedicando cada grama de sua fama e fortuna à proteção dos animais.
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Em uma entrevista histórica concedida à brasileira Rita Lee (em 2018), a atriz revelou uma face vulnerável ao falar sobre o fim da vida: “A morte me dá medo porque ela é monstruosa, e eu só gosto do que é belo”.
Embora o mundo a recorde por filmes, Bardot deixou claro para Rita Lee como gostaria de ser eternizada: não como um símbolo sexual, mas como a “fada dos animais”.
Criada em 1986, a Fundação Brigitte Bardot tornou-se uma das vozes mais potentes do mundo contra o abate cruel e o abandono. Bardot considerava sua luta de 30 anos contra o massacre de focas como a conquista mais inesquecível de sua trajetória.
De acordo com informações de seu assessor Bruno Jacquelin, há pouco mais de dois meses, a famosa passou por uma cirurgia às pressas. Na época, existiram especulações de que se tratava de uma doença grave.
Segundo o assessor, os últimos momentos da artista foram ao lado de seu marido, Bernard d’Ormale. O casal estava junto desde 1992 e o marido da atriz ficou com ela até o seu último suspiro, em uma situação comovente.

