Nesta quarta-feira (26/03), o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros 7 acusados se tornaram réus no Supremo Tribunal Federal por suposta tentativa de golpe de estado. A Suprema Corte acatou a denúncia da Procuradoria Geral da República em decisão unânime.
Na terça-feira, Bolsonaro esteve no STF e acompanhou o começo do processo de julgamento. O ex-presidente, no entanto, escolheu não estar presente nesta quarta, quando se tornou réu oficialmente.
Nas redes sociais, muitas figuras políticas se manifestaram abertamente sobre o caso. Dentre a oposição, muitos nomes se pronunciaram e apontaram a atitude de Bolsonaro como sinal de “covardia”.
“Bolsonaro arregou! Muito machão na hora de tentar derrubar a democracia do país, mas um baita arregão na hora de encarar a justiça“, escreveu o deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP).
“Foi a comparação com Dilma que fez Bolsonaro ir ao STF ontem. Hoje, já arregou. Dá pra comparar? Covarde! #SemAnistia”, escreveu o deputado Rogério Correia (PT-MG).
A declaração faz referência ao mês de agosto de 2016, quando Dilma enfrentou o Senado por cerca de 13 horas, durante um interrogatório que fez parte do processo que resultou no impeachment de seu mandato.
Mas o que realmente chamou a atenção foi a declaração de alguns aliados do ex-presidente. O influenciador Paulo Figueiredo, conhecido apoiador de Bolsonaro e filho do ex-presidente Figueiredo, não deixou de fazer críticas.
“É um ótimo homem, mas um péssimo estrategista. Não é à toa que estamos nesta merda de dar gosto”, escreveu Paulo, que elogiou a presença do ex-presidente na terça-feira. Bolsonaro não esta longe do prédio do STF, onde acontece o julgamento.
O ex-presidente esta no gabinete parlamentar do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acompanhado pela senadora Damares Alves (Republicanos), Gilson Machado (PL), que foi seu ministro de Turismo, e também o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MT)

