A ação de um delegado esta sendo investigada pela Polícia Federal. A autoridade é acusada de entrar armado em uma escola para intimidar um professor. O delegado teria agredido e ameaçado o professor.
Segundo as informações, o professor da aula para o filho do delegado, um adolescente de 13 anos. Em ocasião anterior, o professor teria tido uma discussão com o adolescente, o que teria levado o delegado a reagir de forma violenta.
O caso aconteceu num colégio particular, localizado em Guaíra. O professor afirma que chegou a ser enforcado e receber voz de prisão. O delegado foi identificado como Mário César Leal Júnior.
Mário teria registrado boletim de ocorrência por injúria contra o professor. Ele afirma que o filho, de 13 anos, teria sido chamado de “nazista, racista, xenofóbico e gordofóbico” e que o professor teria afirmado que comemoraria sua saída da escola.
Gabriel Rossi, por sua vez, confirma que declarou que comemoraria a saída do menino da escola por se tratar de um aluno, segundo ele, de comportamento problemático. No entanto, nega que tenha chamado o garoto de nazista.
“Eu já tinha visto ele fazer comentários de cunho preconceituoso, machista, homofóbico, gordofóbico com os professores (…), inclusive eu disse para ele que em alguns momentos o vi fazer brincadeiras de cunho nazista. Mas eu sei que o menino não é nazista”, disse à Andreia Sadi.
Gabriel ainda afirma que chegou a conversar com o aluno, em caráter particular, mas que não houveram menções políticas ou insultos. No mesmo dia, ao sair da escola, foi agredido pelo delegado.
Ainda segundo o educador, a Polícia local tentou impedi-lo de registrar a ocorrência. A Polícia Civil, por sua vez, afirma que recebeu o registro do boletim de ocorrência.
Gabriel foi afastado por recomendação médica, enquanto a direção da escola demostrou apoio à ele.Ao tomar conhecimento do fato, o Ministro da Justiça, Flávio Dino, determinou que o fato seja alvo de inquérito da Polícia Federal.

