A vitória de Donald Trump no pleito estadunidense tem gerado repercussão fora do país. Na última quinta-feira (07/11), quem chamou a atenção pelo discurso adotado foi presidente da França, Emmanuel Macron.
Durante a cúpula da Comunidade Política Europeia (CPE), que foi realizada na Hungria, Macron voltou a subir o tom ao falar sobre a defesa dos países europeus e cobrou por medidas que dependam menos dos EUA.
“Não devemos delegar nossa segurança aos americanos para sempre”, afirmou. Questionado, Macron evitou avaliar o governo Trump e não expôs suas projeções sobre o futuro.
“Ele foi eleito pelo povo americano, e ele defenderá os interesses dos americanos, e isso é legítimo e uma coisa boa. A questão é, estamos prontos para defender os interesses dos europeus?”, afirmou.
Para entender o tom do discurso de Macron, é importante entender a dinâmica da OTAN. A Organização do Tratado do Atlântico Norte é um acordo firmado entre vários países da Europa Ocidental, além de Estados Unidos e Canadá.
O tratado é fundamentalmente um acordo de cooperação militar. Nesse sentido, a eleição de Trump é um ponto de preocupação para todos os envolvidos, já que o empresário é um crítico ferrenho da OTAN.
Trump já deixou claro que os Estados Unidos não vão continuar investindo bilhões de dólares na aliança. Com isso, os países europeus naturalmente começam a se preocupar, já que a parceria com os EUA é uma grande força no aspecto militar.

