Após uma criança de 11 anos ter sofrido com a queda de um mirante no Cânion Fortaleza, na Serra do Rio Grande do Sul, sua morte foi confirmada. O acontecimento mobilizou uma complexa operação de resgate do Corpo de Bombeiros que durou cerca de 10 horas.
A vítima, que era turista de Curitiba, no Paraná, tinha transtorno do espectro autista e estava passeando com os seus pais. De acordo com o secretário de turismo da cidade, a família se deslocava para sentar em um banco quando a menina repentinamente correu.
A menina saiu correndo em direção à beirada do cânion, que não conta com cerca de proteção, e caiu antes que seu pai conseguisse a ajudar. Com isso, os bombeiros foram acionados e a operação de resgate foi se iniciou.
Com o auxílio de um drone, a vítima foi localizada por volta das 17h30, a cerca de setenta metros de profundidade. No entanto, as condições climáticas adversas, com forte neblina, impediram o resgate por helicóptero.
Foram acionadas as equipes de busca e salvamento de Canela, Gramado e Porto Alegre, precisaram montar um sistema de rapel para descer o penhasco com cordas. Os bombeiros só conseguiram chegar até ela por volta das 23h.
Ao chegarem na menina, foi comprovado que ela não tinha mais os seus sinais vitais, e com isso, sua partida foi profundamente lamentada através de uma nota oficial.
“O Corpo de Bombeiros Militar lamenta com profundo pesar o ocorrido e presta sua solidariedade aos familiares”, informou a corporação em nota.
A Urbia, concessionária que administra o parque, afirmou que está prestando todo o suporte à família e às autoridades. O caso agora segue para os trâmites da Polícia Civil e do Instituto Geral de Perícias.

