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Ameaças e cobrança de dívidas: Conheça o matador da máfia chinesa que espalhou o terror em SP

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Bo Lin é um dos principais matadores do Grupo Bitong.

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Bo Lin é identificado como um dos principais executores do Grupo Bitong, uma ramificação da máfia chinesa que atua em São Paulo. A organização criminosa é responsável por crimes como extorsão, sequestros e assassinatos, principalmente contra comerciantes chineses que operam na região central da capital paulista.

Sob a liderança de Liu Bitong, conhecido também como Bitong Liu, o grupo foi estruturado com a ajuda de seu irmão Bi Young Liu e outros membros, como Bo Lin, Ou Zhou e Dagui Wang.

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O objetivo principal do grupo era extorquir grandes quantias de dinheiro de comerciantes chineses no Brasil, especialmente aqueles que atuam no setor de importados, segundo investigações da Polícia Civil relacionadas a um homicídio ocorrido em janeiro de 2015.

As investigações policiais revelam o papel de Bo Lin, um chinês de 38 anos oriundo da província de Fujian, como um dos matadores do grupo. Ele chegou ao Brasil em 2007 e mantinha uma loja no Shopping 25 de Março antes de ser preso em 2017.

Bo Lin era responsável por ameaçar e extorquir comerciantes, utilizando táticas violentas, incluindo ameaças de morte, tanto por telefone quanto pessoalmente. Apesar de prisões de membros importantes, como Liu Bitong, muitos comerciantes da comunidade chinesa permanecem em silêncio, temendo represálias, tanto no Brasil quanto na China.

Entre os crimes associados ao Grupo Bitong, dois homicídios chamam a atenção pelo modus operandi. Em 2016, o comerciante Chengfeng Lin foi morto na saída de um karaokê no bairro da Liberdade após pagar uma parcela de R$ 50 mil, parte de um total exigido de R$ 100 mil.

Ele foi assassinado por não cumprir integralmente as exigências do grupo. Já em janeiro de 2024, Zhenhui Lin, vendedor de capinhas, foi assassinado na Sé, mesmo após pagar entre R$ 150 mil e R$ 180 mil em extorsões, porque teria se recusado a continuar os pagamentos.

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Bo Lin já acumula penas que somam mais de 160 anos de prisão e segue enfrentando novos processos. Em maio de 2025, ele e Liu Bitong irão a júri pelo assassinato de Chengfeng Lin.

Outro integrante do grupo, Yoangshuai Lui, que continua em liberdade, também será julgado pelo caso. A organização permanece sendo um foco de investigação, com ações destinadas a desmantelar suas atividades e proteger os comerciantes da região central de São Paulo.

Sobre o Autor

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.