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Alexandre Nero compartilha memórias da juventude: “Precisei me virar”

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Pai e mãe do ator morreram em um intervalo de dois anos e meio

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Conhecido por seu trabalho na televisão e também por sua trajetória na música, Alexandre Nero abriu o coração ao relembrar momentos delicados da juventude.

Em entrevista à GQ Brasil, o ator de 55 anos contou que perdeu os pais ainda muito jovem, ambos vítimas de câncer, em um intervalo de dois anos e meio.

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Na época das perdas, ele tinha apenas 14 anos, e seu irmão, 17. O luto precoce trouxe marcas profundas. “Foi quando amadureci emocionalmente”, afirmou.

Nero acredita que enfrentou um amadurecimento forçado. “Antes, acreditava que era maduro por essas perdas precoces. Precisei me virar financeiramente; foi uma coisa meio selvagem, e criei uma casca dura. Mas era emocionalmente imaturo”, completou.

Apesar da dor, os irmãos puderam contar com uma estrutura mínima deixada pelos pais. Um seguro de vida e parte do patrimônio da família ajudaram nos primeiros meses após as mortes. Ainda assim, Nero destaca que o enfrentamento do luto foi um processo complexo.

A psicanálise, que passou a fazer parte de sua vida mais tarde, trouxe novas reflexões.  Com o passar do tempo e a chegada da paternidade, seu olhar sobre a vida e a morte também mudou.

Pai de Noá, de 9 anos, e Inã, de 6, frutos do relacionamento com a figurinista Karen Brusttolin, ele passou a ver sua própria finitude sob outra ótica. “Não me assustava, mas, a partir do momento em que tive os dois, falei: ‘Não posso morrer’.”

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Além da atuação, Nero também falou sobre sua ligação com a música, área em que atuou por cerca de 20 anos antes de alcançar notoriedade como ator.

Ele começou a se apresentar ainda na juventude, em bailes e bares de Curitiba. “Foi meu hobby por muitos anos. Sempre brinquei de ser ator. A minha profissão era músico. A partir do momento em que fui parar na Globo, a coisa se inverteu”.

Durante esse período anterior à fama, o ator também buscou outros caminhos. Fez curso técnico em agropecuária, cogitou seguir na medicina veterinária e chegou a iniciar a graduação em administração, mas abandonou todos esses planos ao ser atraído pelas artes.

Sobre os anos vividos com o irmão, após a morte dos pais, ele relembra uma rotina sem grandes regras. “Sempre fui um cara absolutamente desregrado na vida. Trabalhava à noite, ia dormir 5 horas da manhã. Bem esculachado”, afirmou.

Sobre o Autor

VANESSA B

Escreve de tudo um pouco: notícias do dia, curiosidades, ciências... basta ter um bom café pra animar a prosa.