Um trágico acidente que teve como cenário a rodovia BR-373, no trecho que corta o município de Chopinzinho, localizado no sudoeste do estado do Paraná, ceifou a vida de cinco jovens indígenas da aldeia Tekoa Palmeirinha, comunidade tradicional da região.
A colisão entre o carro onde estavam as vítimas e um caminhão aconteceu no domingo e abalou profundamente o povo Guarani, que viu, naquele momento, parte de seu futuro ser interrompido de forma abrupta.
As vítimas foram identificadas como Diegson Renan Pires de Lima e Eliel Poty Mirin Bolantim, ambos com 19 anos; Elison Ribeiro, de 21 anos; Jonas Karai Mire Pires de Lima, de apenas 14 anos; e Jaqueline Jerá Laurindo, de 23 anos.
No veículo também estava uma bebê de um ano e quatro meses, que era carregada no colo por Jaqueline no banco da frente. Milagrosamente, apesar da gravidade do acidente, a criança sofreu apenas ferimentos leves e permanece sob observação em um hospital na cidade de Pato Branco.
As autoridades ainda não confirmaram oficialmente o vínculo materno entre Jaqueline e a bebê. A Comissão Guarani Yvyrupa, organização que representa os povos indígenas da etnia, emitiu uma nota de pesar, lamentando a perda irreparável.
A entidade destacou o impacto da tragédia na coletividade Guarani, ressaltando que a morte de jovens representa não apenas o luto das famílias, mas também o enfraquecimento das esperanças e da continuidade cultural da comunidade.
O sepultamento dos cinco jovens está previsto para ocorrer nesta segunda-feira no cemitério da própria aldeia. De acordo com o relato do motorista do caminhão, que não sofreu ferimentos, o acidente aconteceu em uma curva quando o carro invadiu a pista contrária.
Ele afirmou que tentou evitar a colisão, mas não conseguiu impedir o impacto. O trecho da rodovia precisou ser parcialmente interditado durante várias horas para o trabalho de resgate, limpeza da via e investigação por parte das equipes da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e Polícia Científica.
A tragédia reacende debates sobre as condições de segurança nas rodovias que cortam áreas rurais e indígenas, muitas vezes marcadas por sinalização precária, curvas perigosas e ausência de estruturas adequadas para garantir a segurança de motoristas e pedestres.
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Além disso, destaca a vulnerabilidade social de povos indígenas, que frequentemente enfrentam maiores obstáculos para acesso seguro à mobilidade e serviços públicos essenciais.
Neste momento de dor, a comunidade Tekoa Palmeirinha e o povo Guarani como um todo se recolhem em luto, tentando assimilar a perda precoce de cinco vidas.
A comoção vai além dos limites da aldeia, alcançando todo o estado e trazendo à tona a urgência de políticas públicas que valorizem e protejam vidas indígenas, garantindo dignidade, segurança e respeito à sua história e cultura.

