As investigações sobre o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana ganharam contornos ainda mais revoltantes com a divulgação de imagens obtidas pelo programa Fantástico.
O material revela que, logo após o crime ocorrido em 31 de janeiro, os agressores foram gravados no elevador do prédio celebrando o ato com piadas e deboches, o que aumentou a gravidade da situação.
Em um vídeo de celular, um dos jovens chega a dizer que “a mãe de alguém teve que chorar”, contrastando o sofrimento da vítima com uma suposta vitória do grupo. As cenas trouxeram revolta.
Para o delegado Angelo Lages, a conduta dos suspeitos, que demonstravam total desprezo pela dignidade da vítima, é chocante e difícil de narrar até mesmo para policiais experientes.
O crime foi planejado sob uma falsa sensação de segurança, já que a estudante foi convidada ao apartamento por um colega de escola de 17 anos, com quem ela já havia tido um relacionamento anterior.
Segundo o depoimento da vítima e as perícias do IML, ela foi levada a um quarto e, após negar investidas dos amigos do rapaz, acabou imobilizada e trancada no cômodo.
Por cerca de uma hora, cinco agressores se revezaram em atos de violência sexual e física, deixando hematomas graves que apavoraram a família quando a menina finalmente conseguiu pedir ajuda ao irmão e à avó.
A coragem da adolescente em denunciar o caso gerou um efeito dominó, encorajando outras jovens a relatarem abusos semelhantes cometidos pelo mesmo grupo, todos ligados ao Colégio Pedro II.
Relatos de outras mães e de uma jovem agora maior de idade indicam um padrão de comportamento predatório que já durava anos, muitas vezes ignorado ou não assimilado pelas vítimas devido ao trauma.
NOJO! Fantásticou divulgou vídeo dos est*pradores de Copacabana RINDO e DEBOCHANDO após praticarem o crime:
"A mãe de alguém teve que chorar, porque nossas mães…"pic.twitter.com/7AhZ29qByn
— POPTime (@poptime) March 9, 2026
Uma das denunciantes descreveu como um dos acusados tentou forçá-la fisicamente durante uma festa, evidenciando que o grupo agia com a certeza da impunidade.
O colégio informou que abriu processos disciplinares que podem resultar na expulsão dos envolvidos, enquanto a polícia investiga qual é o nível de extensão desses crimes em série.
No momento, o desfecho jurídico segue com os quatro maiores de idade encaminhados ao sistema penitenciário e o menor de 17 anos está apreendido e deverá ter que responder por seus atos.
As defesas de todos os envolvidos negam as acusações e sustentam que provarão a inocência de seus clientes durante o processo. Mais detalhes deverão ser expostos em breve.

