Nesta semana, a vereadora Elizabeth Maciel (Republicanos-AM), do município de Borba (Amazonas), gerou revolta com uma declaração feita durante uma sessão da Câmara Municipal.
“Eu sou a favor da violência contra a mulher, sim. Quando o homem bate na mulher, eu aprovo. Mas eu também sou contra, quando a mulher bate no homem. Tem mulher que merece apanhar, tem sim”, declarou.
A vereadora continuou o discurso afirmando que algumas mulheres tentam tirar proveito da Lei Maria da Penha. A declaração gerou revolta nas redes sociais, e também entre moradores locais.
Com a enorme repercussão negativa que as declarações geraram, a vereadora voltou atrás e afirmou que sua fala foi “inadequadas, desrespeitosas e incompatíveis com os princípios de dignidade, igualdade e respeito”.
Por meio de nota à imprensa, a Procuradoria Especial da Mulher e a presidência da Câmara Municipal de Borba, se manifestaram contra as declarações da deputada. O órgão classificou as declarações como “absolutamente inaceitáveis”.
No mesmo dia em que a vereadora fez as declarações durante a sessão da Câmara, a vereadora Tatiana Franco dos Santos Guedes, presidente da Casa, condenou as falas. A Procuradoria Especial da Mulher afirmou que apura o caso e que a vereadora pode responder criminalmente.
Após a repercussão do caso, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) se manifestou afirmando que vai tomar as devidas providências. Já o diretório regional do Republicanos não se manifestou ainda.
Essa não é a primeira vez que vereadora Elizabeth Maciel se envolve em polêmica durante sessão da Câmara. Em 2012, Elizabeth (que na época era do PSD), se envolveu em um bate-boca com a vereadora Yolanda Andrade (PCdoB). As duas acabaram trocando socos durante plenário.
Na época, Betinha denunciou tanto a vereadora Yolanda, quanto um filho e um sobrinho dela, acusados de terem também agredido Betinha. “Eles quase arrancaram a minha orelha e meus ombros ficaram muito inchados. Passei mal à noite e fui para o hospital sentindo muitas dores”, disse na época.

