Em um domingo de luto e dor, as famílias dos homens assassinados na chacina de Icaraíma se despedem das vítimas, neste último domingo, dia 21 de setembro, no interior de São Paulo.
As vítimas, que estavam desaparecidas há 45 dias após uma viagem de cobrança, tiveram seus sonhos interrompidos ao serem executadas e enterradas no Paraná. Seus corpos foram encontrados na última quinta-feira, dia 18 de setembro.
As viúvas de duas das vítimas concederam entrevistas e falaram sobre o alívio doloroso de poder, enfim, se despedir dos maridos. “Foram 45 dias intermináveis. Até o último dia ainda acreditávamos que eles estivessem vivos”, revelou Denise, esposa de Robishley.
A esposa de Rafael, Meire, completou: “Conseguimos encontrá-los, mas não da maneira que queríamos. Por outro lado, nos sentimos aliviados”, disse ela, em seu emocionante desabafo.
Com a notícia dos funerais, os detalhes da forte amizade entre duas das vítimas vieram à tona. Os amigos Robishley e Rafael, que viajaram juntos, foram velados lado a lado e sepultados na mesma cova, em um último e comovente gesto de união.
Neste momento de despedida, o clamor por justiça ecoa nos cemitérios. As famílias afirmam que, agora que podem dar um enterro digno a seus entes queridos, a luta será para que os responsáveis pelo crime, que continuam foragidos, sejam presos.
A polícia continua a busca pelos suspeitos, pai e filho. As autoridades desejam trazer conforto através da justiça diante da dor que essas famílias estão enfrentando.
No momento, as famílias se despedem em São José do Rio Preto e Olímpia. Agora, há o alívio de saber o que aconteceu com os seus entes queridos, mas a dor persiste pela grande perda que estas famílias sofreram ao saber da confirmação do que ocorreu.

