Nesta semana, o jornalista Jeffrey Goldberg publicou uma reportagem chocante na revista norte-americana The Atlantic, da qual é editor-chefe. Goldberg teve acesso a um grupo no Signal, aplicativo de mensagens, que reunia o alto escalão do governo Trump.
O aplicativo é uma opção geralmente mais usada por profissionais que buscam mais privacidade, especialmente entre jornalista. No entanto, o uso pelo alto escalão do governo esta gerando polêmica.
Goldberg foi adicionado ao grupo por engano e, ao perceber o contexto do grupo, permaneceu no chat por alguns dias e acompanhou discussões sensíveis sobre a segurança nacional dos EUA.
O jornalista não acreditou que o grupo realmente era oficial, mas foi surpreendido ao ler notícias sobre o bombardeio dos EUA contra o Iemen, em resposta as operações do grupo Houthis.
Isso porque o bombardeio foi discutido no grupo horas antes de acontecer e chegar ao conhecimento da imprensa geral. Foi neste momento que o jornalista acreditou que o grupo era oficial.
Figuras como o secretário de Defesa, Pete Hegseth; o secretário de Estado, Marco Rubio; e até mesmo o vice-presidente, JD Vance, além de outros figurões, estavam no grupo.
Caso gera polêmica e críticas ao governo Trump
A história gerou polêmica nos EUA especialmente por questões de segurança nacional. Isso porque o grupo não poderia existir no aplicativo Signal, que não é um aplicativo liberado pela Inteligência do país.
Em resposta a polêmica, senadores republicanos entraram com um pedido para que o caso seja investigado. Os pedidos chamam a atenção porque Trump é republicano e foi criticado por vários políticos de sua base.
Democratas também estão questionando a brecha de segurança e pedindo investigações. O caso tem causado instabilidade em setores do governo, que esta sendo cobrado a prestar esclarecimentos sobre o caso.

