As denúncias feitas pelo youtuber Felca contra o influenciador Hytalo Santos deram início a uma série de desdobramentos que movimentaram o país.
Felca, que possui milhões de seguidores, acusou Hytalo de promover a “adultização” de crianças e adolescentes em conteúdos publicados na internet.
Felca citou diversas situações que poderiam configurar exploração e exposição indevida de menores. Essas declarações reforçaram investigações já em andamento no Ministério Público da Paraíba (MPPB) e no Ministério Público do Trabalho (MPT), e levaram a medidas imediatas por parte da Justiça.
Hytalo foi preso em São Paulo, nesta sexta, dia 15 de agosto, em operação que contou com a participação do MPPB, do MPT, da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal. As ordens de prisão foram expedidas pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara de Bayeux (PB).
🚨VEJA: Vídeo mostra momento em que Hytalo Santos e o marido são presos. pic.twitter.com/xrwxJGUT7p
— CHOQUEI (@choquei) August 15, 2025
Segundo a decisão, há indícios consistentes de crimes como tráfico de pessoas, exploração sexual, trabalho infantil artístico irregular e constrangimento de menores para a produção de vídeos divulgados nas redes sociais.
Entre as medidas impostas pela Justiça, estão o bloqueio do acesso às redes sociais do influenciador, a proibição de contato com adolescentes mencionados nos processos e a desmonetização de todos os conteúdos publicados.
Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos, resultando na apreensão de computadores e celulares. As investigações, que começaram em 2024, incluem denúncias de vizinhos e análise de mais de 50 vídeos publicados por Hytalo, além de depoimentos de pessoas ligadas à produção dos conteúdos.
🚨URGENTE – Hytalo Santos e seu marido Israel Nata Vicente foram presos nesta manhã, em decorrência das investigações por crimes de tráfico humano e exploração sexual infantil pic.twitter.com/nNAlcgJKtp
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) August 15, 2025
O MPT apura ainda se houve tentativas de emancipação irregular de menores em troca de benefícios materiais, como celulares. A defesa de Hytalo nega todas as acusações e afirma que ele está à disposição para colaborar com as autoridades.
O caso reacende o debate sobre a proteção de crianças e adolescentes na internet e a responsabilidade de influenciadores na criação de conteúdos que alcançam milhões de pessoas.

