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Últimas mensagens de PM Gisele com amiga causam grande comoção

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Mais detalhes sobre uma conversa que a PM Gisele teve com uma amiga.

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Os detalhes que emergem dos depoimentos sobre a vida da soldado Gisele Alves Santana revelam o que pode ser descrito como a anatomia de um feminicídio anunciado.

O que os registros oficiais expõem agora não é um evento isolado, mas um sistema de controle absoluto exercido pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que transformou a rotina da esposa em um campo de vigilância constante.

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A revelação de que Gisele previu o próprio fim, chegando a questionar amigas sobre a coragem do marido em matá-la, retira qualquer aura de “fatalidade” do caso e o coloca como o desfecho trágico de um ciclo de abusos.

O controle exercido pelo oficial infiltrava-se em todas as camadas da vida de Gisele, inclusive na sua carreira profissional. Testemunhas relataram que Geraldo Neto costumava se escalar nos mesmos horários da esposa para monitorar seus passos.

Nos dias em que não podia supervisioná-la pessoalmente, ele chegava a pagar para que ela não comparecesse ao trabalho, uma tática nítida de isolamento. Essa opressão estendia-se à imagem pessoal da soldado, que era proibida de usar maquiagem ou perfume.

No campo digital e social, o isolamento era igualmente severo. Gisele vivia sob o monitoramento de suas redes sociais e aplicativos de mensagem, tendo bloqueado todos os colegas do sexo masculino para evitar os acessos de fúria do marido.

O ambiente de terror psicológico transbordava para os outros membros da família, afetando diretamente a filha de apenas sete anos. Relatos indicam que a criança sofreu perda de peso significativa e desenvolveu outros problemas.

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A versão de suicídio sustentada pela defesa do tenente-coronel colide frontalmente com as provas técnicas e os relatos de violência física explícita. Colegas de trabalho descreveram episódios em que Gisele foi enforcada e pressionada contra a parede pelo marido.

Além disso, a perícia identificou que houve um intervalo de quase trinta minutos entre o disparo e o pedido de socorro, tempo que a investigação aponta ter sido utilizado para a limpeza da cena e a manipulação do corpo.

As marcas encontradas no pescoço e na mandíbula de Gisele reforçam a tese de que ela foi imobilizada antes de ser atingida, o que desqualifica a hipótese de um ato voluntário da vítima.

“Ou ele me mata, ou eu mato ele para me proteger”, teria dito Gisele em um desabafo premonitório a colegas de trabalho. Atualmente, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é oficialmente réu pelos crimes de feminicídio.

A aceitação da denúncia pela Justiça de São Paulo em 18 de março de 2026 encerra a fase de suspeição e inicia o processo onde ele responderá por ter agido por motivo torpe e utilizado recursos que dificultaram qualquer chance de defesa da esposa.

Enquanto o oficial permanece preso no Presídio Militar Romão Gomes, o caso segue como um alerta brutal sobre a urgência de intervenções eficazes em relacionamentos pautados pelo “sufocamento” e pelo controle possessivo.

Sobre o Autor

Juliana Gomes

Colunista de notícias dedicada a escrever sobre os mais diversos assuntos. Sempre fui apaixonada pela arte da escrita e pela literatura.