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Serviço Geológico dos EUA alerta sobre possibilidade do solo de Mianmar entrar em processo de ‘liquefação’ do solo após terremoto

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O país asiático sofreu um trerremto de grande magnitude, que pode ter feito dezenas de vítimas fatais.

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O sudeste asiático enfrenta um cenário alarmante após um terremoto de magnitude 7,7 atingir o centro de Mianmar. O fenômeno geológico não apenas deixou um rastro de destruição, mas também gerou o risco iminente de liquefação do solo em uma vasta região do país.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) alertou para um risco considerado extenso, com mais de mil quilômetros quadrados potencialmente afetados e uma população de mais de um milhão de pessoas exposta aos impactos.

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A liquefação do solo ocorre quando terrenos soltos e saturados de água perdem sua resistência devido à vibração causada pelo tremor. O solo então se comporta como um líquido, o que pode provocar o colapso de construções, surgimento de jatos de areia e água, conhecidos como vulcões de areia, além de deformações permanentes na superfície.

Embora não esteja entre as principais causas de mortes em terremotos, os prejuízos à infraestrutura são consideráveis, somando-se ao risco de deslizamentos de terra, que continuam sendo a ameaça mais letal após abalos sísmicos.

O epicentro do terremoto foi localizado a poucos quilômetros da cidade de Mandalay, antiga capital real e centro cultural de Mianmar. A destruição foi significativa: a mídia estatal reporta o colapso de duas pontes e a queda de diversos edifícios em pelo menos cinco cidades.

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Em Bangkok, na Tailândia, o tremor foi sentido com intensidade suficiente para causar o desabamento de um arranha-céu em construção, resultando na morte de oito pessoas e deixando mais de cem presas sob os escombros.

As reações internacionais foram rápidas. A Organização das Nações Unidas, por meio de seu secretário-geral António Guterres, anunciou mobilização para prestar auxílio às vítimas.

A Cruz Vermelha Internacional relatou danos severos a estradas, pontes e instalações públicas, além de preocupação com grandes represas da região. Diante da magnitude dos danos e da instabilidade do solo, cresce a urgência por ações coordenadas entre autoridades locais e organismos internacionais.

A recuperação exigirá não apenas recursos emergenciais, mas também planejamento para mitigar os riscos em futuras catástrofes naturais, especialmente em áreas urbanas suscetíveis à liquefação e deslizamentos.

Sobre o Autor

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.