A morte do cão comunitário Orelha, que vivia há cerca de uma década na Praia Brava, em Florianópolis, segue gerando repercussões e avanços nas investigações. Nesta segunda-feira (26), autoridades policiais cumpriram três mandados de busca e apreensão relacionados ao caso, como parte dos esforços para esclarecer as circunstâncias do crime ocorrido em meados de janeiro.
Os mandados foram direcionados a residências de dois adolescentes apontados como suspeitos da agressão ao animal, e a de um adulto investigado por supostamente ameaçar uma testemunha.
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, o foco na residência do adulto era localizar uma arma de fogo que teria sido utilizada na intimidação. Durante as diligências, foram apreendidos celulares e computadores dos menores, os quais serão submetidos a análise técnica.
Paralelamente, três adultos estão sendo investigados por suspeita de coação de testemunhas, e todos devem prestar depoimento ainda hoje. O caso, registrado oficialmente no dia 16 de janeiro, passou a ser conduzido pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso, em parceria com o Ministério Público de Santa Catarina.
Dois dos suspeitos, também adolescentes, encontram-se temporariamente fora do país, nos Estados Unidos, em uma viagem previamente marcada. A previsão, segundo a Polícia Civil, é de que retornem a Florianópolis na próxima semana para serem ouvidos.
A legislação brasileira prevê que, caso a participação dos menores seja confirmada, eles poderão receber medidas socioeducativas, que variam desde advertências e prestação de serviços à comunidade até, em casos excepcionais, internação.
A comoção causada pela morte de Orelha motivou manifestações locais e mobilização da comunidade. O cachorro foi encontrado gravemente ferido, com sinais de espancamento, por uma moradora.
Levado ao hospital veterinário, precisou ser submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. A Associação de Moradores da Praia Brava lamentou o ocorrido, destacando o impacto emocional coletivo e a expectativa pelo esclarecimento completo dos fatos.
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O caso segue sendo acompanhado pelas promotorias da Infância, Juventude e Meio Ambiente do Ministério Público.

