Catarina Kasten, de 31 anos, saiu de casa na manhã de 21 de novembro para seguir pela trilha do Matadeiro, no Sul de Florianópolis, rumo à sua aula de natação na Praia da Armação.
O percurso, que fazia parte de sua rotina, acabou interrompido de forma inesperada. Quando ela não chegou ao destino, a família rapidamente percebeu que algo estava errado e acionou a Polícia Militar.
A ausência confirmada pela professora de natação reforçou a preocupação. Horas depois, por volta das 14h, dois turistas encontraram o corpo da jovem na região, permitindo que as buscas tomassem outro rumo.
A investigação avançou com rapidez, e em menos de 24 horas as autoridades identificaram e prenderam Giovane Correa Mayer, de 21 anos. Ele admitiu ter sido o autor dos atos cometidos contra Catarina e, posteriormente, foi denunciado pelo Ministério Público por feminicídio, abuso e ocultação de cadáver.
Além disso, o jovem é apontado como o principal suspeito de um outro ataque semelhante ocorrido anteriormente no bairro Açores, também no Sul da Ilha, envolvendo uma mulher de 69 anos.
De acordo com a denúncia apresentada pela 36ª Promotoria de Justiça da Capital, novos elementos vieram à tona. Para o Ministério Público, a morte de Catarina foi executada com o objetivo de impedir que o abuso fosse revelado, o que indica intenção de evitar responsabilização.
A promotoria também afirma que o suspeito havia se escondido atrás de uma lixeira para observar a movimentação na trilha antes de agir, comportamento registrado por câmeras.
Esses indícios, aliados ao possível histórico de agressões e ao relato de dependência química, contribuíram para a avaliação de que houve planejamento. Os pricipais pontos apresentados pela promotoria são:
- Espera e emboscada;
- Ataque e imobilização da vítima;
- Sequestro e abuso;
- Feminicídio com emprego de asfixia;
- Ocultação de cadáver.
Segundo a apuração, Catarina foi surpreendida ainda cedo, antes das 7h, e levada para um ponto afastado da mata. Após os atos iniciais, o agressor teria provocado sua morte por asfixia e, em seguida, ocultado o corpo em um local de difícil visualização, na tentativa de impedir sua localização imediata.
O caso reacende o debate sobre segurança em áreas naturais urbanas e evidencia a importância de políticas de proteção, especialmente para mulheres que utilizam rotas isoladas como parte de sua rotina cotidiana.

