A localização do corpo de uma adolescente de 17 anos nesta última sexta-feira (16), marcou um avanço significativo em um caso que há semanas mobiliza a atenção das autoridades e da população em Santa Catarina.
A jovem, que havia desaparecido no final de novembro em Itajaí, foi encontrada em uma área de mata no município de Caraá, no Rio Grande do Sul, a mais de 470 quilômetros do local onde foi vista pela última vez.
O principal suspeito de envolvimento na morte da adolescente é o próprio pai, de 53 anos, que já havia sido condenado por abusar contra a filha e estava foragido desde dezembro. Segundo a Polícia Civil, a jovem possuía medida protetiva contra ele, o que reforça a gravidade da suspeita.
Após ter fugido do endereço onde morava em Caraá, o homem foi localizado no Mato Grosso do Sul, na cidade de Maracaju, durante uma operação conjunta entre as polícias civis dos dois estados. No momento da prisão, ele revelou a localização do corpo.
O homem foi conduzido ao presídio de Itajaí, onde aguarda o avanço das investigações. A Polícia Civil afirmou que inconsistências em seu depoimento anterior motivaram o pedido de prisão temporária, que foi autorizado pela Justiça ainda em outubro.
A suspeita é de que o crime tenha sido motivado pela condenação por abuso e pela situação judicial que enfrentava. A mãe da adolescente informou que, no dia do desaparecimento, a filha saiu de casa sem celular e levando apenas as roupas do corpo.
Testemunhas afirmaram ter visto o suspeito em Itajaí no mesmo dia, o que levanta a possibilidade de que ele tenha ido ao encontro da vítima antes de levá-la ao Rio Grande do Sul. Para assistir ao vídeo CLIQUE AQUI!
Ainda não se sabe o local exato onde ocorreu a morte nem a forma como o crime foi cometido. Esses detalhes devem ser esclarecidos em uma coletiva de imprensa marcada para segunda-feira, quando a Polícia Civil deve apresentar novos elementos do caso e esclarecer os próximos passos da investigação.
Esse episódio evidencia a complexidade e a crueldade de situações envolvendo violência doméstica e abuso familiar, reforçando a urgência em garantir a eficácia de medidas protetivas e no fortalecimento das redes de apoio às vítimas.

