Com a recente morte do jovem Lucas da Silva Santos, que faleceu no último domingo, dia 20 de julho, aos 19 anos de idade, o caso de seu suposto envenenamento ganhou uma nova e dolorosa reviravolta.
O rapaz teve seus sonhos interrompidos ao comer um bolinho de mandioca que, segundo a polícia, continha veneno. Ele ficou internado por dez dias, mas não resistiu.
Em uma atualização do caso, a mãe de Lucas passou a ser investigada. Foi ela quem comprou a substância tóxica, conhecida como chumbinho, a pedido de seu companheiro.
O padrasto do menino foi identificado pelo nome de Ademilson Ferreira dos Santos e ele é o principal suspeito do crime, que já se encontra preso.
Com a notícia da partida do jovem, os detalhes do ocorrido vieram à tona. A mãe de Lucas contou que foi o próprio Ademilson quem distribuiu os bolinhos para a família, entregando pessoalmente a porção para o jovem em seu quarto.
Pouco tempo depois, o rapaz começou a passar mal e não conseguiu resistir. Neste momento de dor, a Polícia Civil, que conduz o caso, trabalha com a hipótese de que o crime foi motivado por ciúmes.
A delegada responsável deve indiciar o padrasto por homicídio triplamente qualificado, e expressou sua preocupação pelo o que a venda ilegal de venenos representa para a sociedade.
Desde a internação do jovem, a polícia investiga o caso. A substância foi comprada em um comércio em Diadema, que não possuía qualquer controle sobre a venda do produto. O dono do local chegou a ser preso, mas foi liberado.
No momento, a família e os amigos se despedem de Lucas, que foi velado e sepultado nesta terça-feira em São Bernardo do Campo. Em um gesto de generosidade, a família autorizou a doação de seus órgãos.

