Curiosidades

Relato impressionante da jovem que foi enganada e levada para país estrangeiro com promessa de ser bailarina

Mulheres eram atraídas com promessas de carreiras bem-sucedidas como ‘modelo’ ou ‘bailarina’.

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Marcela Loaiza é uma jovem latino-americana que como dezenas de outras jovens foi enganada e levada para um país estrangeiro pela falsa promessa de uma carreira promissora como modelo, ou como bailarina, mas acabou forçada a se ‘violar’ por uma rede de criminosos.

Marcela conheceu o homem que a enganou em uma casa noturna no país dela, Colômbia, ele ao perceber que a jovem era muito bonita entregou a ela um cartão dizendo que ela poderia se dar bem no exterior e que tinha um futuro brilhante como bailarina. A jovem dava aula de dança na casa noturna e trabalhava em uma loja, ganhava pouco e para piorar sua situação, sua filha de apenas quatro anos adoeceu.

Marcela teve que gastar o que não tinha para tratar da filha e foi aí que a moça de 21 anos procurou o homem que havia feito a proposta a ela. O homem ofereceu dinheiro na hora para pagar as despesas da criança, dizendo que quando ela ganhasse uma fortuna como bailarina poderia pagá-lo o empréstimo.

Mãe, solteira e de origens humildes, Marcela aceitou. Quando a filha se recuperou e pôde ficar com a avó, Marcela decidiu ir. Mas não contou a ninguém, a pedido de Pipo.\n\n”Só disse à minha mãe que iria a Bogotá buscar trabalho para pagar dívidas”, contou Marcela.

A jovem foi levada para o Japão, mas não sabia em que havia se metido. Chegando ao país, foi apresentada a uma mulher que logo lhe disse que seu nome agora seria Kelly, e lhe contou que não havia nenhuma carreira de bailarina e que ela iria trabalhar em uma casa de garotas de programa.

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E que ela além da dívida das despesas com sua filha no hospital, ainda teria que pagar o passaporte, passagem de avião, hospedagem, alimentação e transporte. Marcela quis até chamar a polícia, mas a máfia ameaçou a sua família.

Marcela viveu as piores humilhações naquele lugar, além de apanhar quando fazia algo que não agradasse os donos do lugar.

“Quando estava na rua, tinha certeza que era melhor fazer o que eles mandavam, porque eu via como eles drogavam as outras meninas (as que se rebelavam). Preferi suportar aquilo do que consumir drogas. Porque elas acabavam se viciando e pedindo para serem drogadas.”

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“Conheci uma mexicana, uma venezuelana, várias colombianas e peruanas, muitas russas e filipinas”, lembra. A jovem conta que chegou a pensar em tirar sua própria vida, só não o fez por causa de sua filha.

Houve um cliente que se apaixonou por ela, ia a todos os clubes de striptease onde ela trabalhava e sempre pedia para fazer programas com ela. Ela então passou a fazer desenhos para ver se ele entendia que ela estava ali contra sua vontade, desenhava uma boneca chorando com setas apontando para a Colômbia.

Depois de muitos desenhos, foram oito meses desenhando, o homem entendeu que ela estava sendo forçada a ficar naquele lugar e a ajudou a fugir.

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“Ele me ajudou, me deu dinheiro, me desenhou o mapa para chegar ao Consulado da Colômbia e me explicou quais ônibus tomar.”

Hoje a jovem luta e tenta ajudar mulheres que foram traficadas para outro país, ela é uma ativista internacional contra o tráfego humano.

 

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