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Reação alérgica a paracetamol deixou garoto de 12 anos na UTI: ‘Toda a pele do meu filho se soltou’ – Imagem Forte

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O adolescente quase perdeu a vida e o caso vem chamando a atenção nas redes sociais.

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Raquel*, mãe do jovem, afirmou que seguia rigorosamente o tratamento prescrito e jamais experimentou qualquer efeito colateral. Porém, logo após ele ingerir a medicação conhecida como paracetamol, despertou com os olhos e lábios inchados.

De início, Raquel suspeitou se tratar de uma reação alérgica comum. A mãe contou que levou o filho até uma unidade de saúde mais próxima, contudo, não foram atendidos.

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Algumas horas depois, já no início da noite, o adolescente piorou consideravelmente, passou a vomitar e estava muito inchado.

A família então optou por levar o menino ao Hospital Menino Jesus, que fica na capital paulista, que atende pelo SUS, onde foi internado de imediato.

Em um primeiro momento os médicos não sabiam o que estava acontecendo, de um dia para o outro o corpo do adolescente estava cheio de bolhas d’água, como se ele estivesse com queimaduras graves e algum tempo depois elas estouraram.

De acordo com a mãe do jovem, “toda a pele do corpo dele se soltou”. O menino desenvolveu uma grave reação cutânea a medicamentos conhecido como farmacodermia.

“O paracetamol é apenas um dos medicamentos com potencial de causar a farmacodermia”, afirma Antonio Carlos Madeira, superintendente médico do Hospital Menino Jesus. Reações como esta são consideradas raras e surgem pouco tempo após a ingestão do medicamento.

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A dor causada por este tipo de reação que teve o garoto é comparada a de uma vítima de queimadura extensa. O caso do adolescente se agravou e ele precisou ser levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi intubado.

“No 3º dia, os médicos me informaram o diagnóstico. Ver seu filho se desfigurando na sua frente é muito ruim. Foi a pior sensação que já senti. É horrível, tenebroso e senti muito medo, apesar de todo o suporte que me foi dado”, afirmou Raquel.

Ainda segundo a mãe do jovem, hoje ele está bem, e continua se tratando, segue com acompanhamento médico e psicológico com os especialistas do mesmo hospital.

* Raquel é um nome fictício para que o paciente e familiares não sejam identificados.

Sobre o Autor

Fabiana Batista Stos

Jornalista digital, com mais de 10 anos de experiência em criação de conteúdo dos mais diversos assuntos. Amo escrever e me dedico ao meu trabalho com muito carinho e determinação.