Nas últimas semanas, o nome de Raquel Krähenbuhl tem ganhado destaque constante nos noticiários da TV Globo e da Globonews. Correspondente em Washington, a jornalista brasileira chamou atenção ao conseguir uma rara declaração de Donald Trump sobre um possível diálogo com o presidente Lula (PT) sobre tarifas comerciais.
Com quase duas décadas vivendo nos Estados Unidos, Raquel acumula ampla experiência em coberturas de peso. Desde que chegou ao país, em 2005, acompanhou de perto algumas eleições presidenciais: Barack Obama, Donald Trump e Joe Biden.
Durante a campanha de 2020, Raquel foi a única jornalista brasileira com credencial para atuar dentro da Casa Branca. Foi nesse período que ganhou notoriedade por sua atuação firme, tanto na cobertura das eleições quanto nos protestos do movimento Black Lives Matter.
Ela também esteve na linha de frente ao noticiar a invasão ao Capitólio, em janeiro de 2021, episódio que abalou a democracia americana. Outro marco em sua carreira foi a entrevista com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em meio ao conflito com a Rússia, sendo a primeira correspondente da América Latina a conseguir esse feito.
Apesar do reconhecimento, Raquel também enfrentou críticas. Em especial, ataques vindos de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais.
Ela diz evitar responder e prefere não alimentar debates online. “Meus familiares às vezes ficam chateados ao ver postagens do tipo”, comentou certa vez.
O destaque recente com Trump não foi um episódio isolado. Durante o primeiro mandato do ex-presidente dos EUA, ela contabilizou mais de 50 perguntas feitas diretamente a ele. Persistência e posicionamento direto fazem parte do seu estilo de atuação jornalística.
Além de seu trabalho como repórter da Globo, Raquel exerce uma função de bastidores relevante: é secretária-geral dos jornalistas estrangeiros na Casa Branca.
Curiosamente, sua trajetória nos Estados Unidos não começou por um plano de carreira. Durante a graduação na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, ela participou de um workshop com uma equipe da NBC. Mesmo com dificuldades com o inglês, fez amizade com uma jornalista que, mais tarde, a convidou para passar dois meses no país.
O que era para ser uma experiência breve acabou se tornando permanente. Após o estágio como correspondente da Globo, Raquel decidiu permanecer nos EUA e, desde então, construiu uma carreira sólida na cobertura internacional, com presença constante nas principais pautas da política americana.

