O cenário da música gospel e a cidade de Itabirito, na região de Minas Gerais, se encontra de luto neste domingo, 12 de abril de 2026, com a despedida da cantora Carolina Beatriz.
Aos 21 anos de idade, a jovem teve sua vida e carreira interrompidas de forma trágica após um acidente em um parque de diversões ocorrido durante o período da noite de sábado.
O velório está marcado para iniciar às 15h30 de hoje, no Cemitério Parque Esperança, onde amigos, familiares e admiradores prestarão as últimas homenagens à artista que começava a trilhar um caminho de sucesso.
A fatalidade ocorreu na região do Minas Center Park, quando Carolina e outras três pessoas estavam no brinquedo conhecido como “minhocão” (ou “brocumela”). Segundo relatos, uma peça do equipamento se soltou, provocando a queda das vítimas.
Apesar dos esforços da brigada do parque e do atendimento do Samu, a cantora sofreu uma parada cardiorrespiratória traumática e não resistiu. Os demais feridos foram levados a uma UPA local.
A Polícia Civil agiu rapidamente e, ainda na manhã deste domingo, informou que realizou a perícia técnica no local. Dois homens, de 24 e 45 anos, foram conduzidos para prestar depoimento sobre o funcionamento e a manutenção dos equipamentos.
Enquanto o brinquedo permanece interditado, a Prefeitura de Itabirito esclareceu que o alvará de funcionamento estava em dia, mas ressaltou que as liberações técnicas de segurança são de responsabilidade do Corpo de Bombeiros.
Carolina Beatriz não era apenas uma visitante do parque, mas uma promessa da música cristã. Com uma presença ativa nas redes sociais, ela compartilhava frequentemente clipes e participações em programas, conquistando um público fiel.
Em seus últimos registros, datados de fevereiro, a jovem demonstrava grande empolgação com a produção de seu segundo projeto autoral, descrevendo a fase como a realização de um grande sonho pessoal e espiritual.
Em nota oficial, o Minas Center Park manifestou profundo pesar e solidariedade à família, afirmando estar à disposição das autoridades para o esclarecimento total dos fatos.
A empresa reiterou que segue normas técnicas de segurança, mas o foco das investigações agora se volta para entender como uma falha mecânica pôde ocorrer em um ambiente que deveria ser de lazer e proteção.
A tragédia levanta, mais uma vez, o debate sobre a rigorosidade das fiscalizações em parques itinerantes pelo país. No momento, diversas pessoas estão lamentando o ocorrido.

