A Polícia Civil confirmou que investiga se o bebê de 11 meses, morto após ser atacado por um cachorro da raça pitbull, já estava sem vida antes do ataque. O caso aconteceu em uma residência localizada na zona rural do município de Socorro, localizado no interior do estado de São Paulo, e envolve suspeitas de maus-tratos anteriores à criança.
A nova linha de investigação surgiu após a médica que atendeu o bebê no Hospital Municipal relatar sinais físicos que não seriam compatíveis apenas com o ataque do animal. Imagens de uma câmera de segurança de um vizinho registraram o momento em que o pitbull arrasta a criança pelo quintal da casa.
A situação chamou atenção não apenas pelo ataque em si, mas pelas condições precárias em que a família vivia. De acordo com a Polícia Militar, o local era insalubre, com grande acúmulo de sujeira e presença de ratos.
Informações prestadas por testemunhas também apontam que a mãe do bebê seria usuária de drogas, o que levantou novas dúvidas sobre o ambiente familiar da vítima. A casa era ocupada pelo bebê, pela mãe e pelo padrasto.
O cachorro, que pertencia ao padrasto, ficava solto no quintal. Conforme descrito no boletim de ocorrência, a criança estava sentada em uma pequena cadeira quando foi atacada pelo animal.
O padrasto relatou que tentou conter o pitbull utilizando uma faca, mas o golpe foi superficial e não impediu o ataque. O animal foi posteriormente recolhido pela Guarda Municipal e será encaminhado a uma organização de proteção animal.
Inicialmente registrado como morte suspeita, o caso agora tramita sob a tipificação de homicídio culposo, omissão de cautela na guarda de animais e maus-tratos. A mãe e o padrasto estão sob investigação, mas até o momento, nenhuma prisão foi efetuada.
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Duas testemunhas foram ouvidas pelas autoridades, que seguem com diligências para esclarecer as circunstâncias da morte da criança e a possível negligência por parte dos responsáveis.

