A polícia de Ceilândia, no Distrito Federal, investiga um caso de violência contra uma criança de 8 anos de idade. O caso foi denunciado pelo escola onde estuda o menino, que teria sido vítima de agressões da própria madrasta.
De acordo com as informações da polícia, tudo começou quando profissionais da unidade de ensino notaram o comportamento estranho da criança e suspeitaram. Logo, foram encontrados ferimentos nas nádegas do menino.
“É um caso muito grave. Uma criança de 8 anos submetida a castigos físicos dessa natureza, beirando o modelo medieval. Para nós, é um caso muito grave, que serve de alerta para outras famílias”, declarou o delegado a frente do caso, identificado como Fernando Fernandes.
De acordo com as informações, a própria criança falou sobre os ferimentos e apontou a madrasta como autora das agressões. A mãe da criança foi acionada e relatou que era impedida de ver o menino.
O conselho tutelar tomou a frente do caso e autorizou a aproximação da mãe da criança, determinando também o afastamento do pai e da madrasta, com base na Lei Henry Borel.
A madrasta era esperada na delegacia nesta quinta-feira (14/08), para prestar depoimento. O pai do menor já foi ouvido e alegou, em depoimento à polícia, que trabalha o dia inteiro e não havia notado os ferimentos no filho.
A Lei Henry Borel foi colocada em vigo em 2022, após o caso que chocou o país. Henry era torturado pelo próprio padrasto, vereador do Rio de Janeiro e médico, dr. Jairinho, enquanto a mãe, Monique Medeiros, permitia que as agressões continuassem.
O pai do garoto, Leniel Borel se tornou ativista dos direitos das crianças e adolescentes após perder o filho. Foi através da mobilização dele, que a lei passou a ser discutida e acabou aprovada.

